Presidente eleito do Timor Leste promete reformas e estabilidade

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 11 de maio de 2007 as 20:55, por: cdb

O presidente eleito do Timor Leste, José Ramos Horta, prometeu nesta sexta-feira promover profundas reformas político-sociais e restaurar a estabilidade em um país marcado por recentes atos de violência.

Ramos Horta disse que dedicaria sua atenção a reformas e à modernização das forças policiais e do Exército, “para que as pessoas possam confiar neles”.
 
– Sem essas duas instituições reorganizadas e profissionalizadas, teremos instabilidade por um longo período -, afirmou o presidente eleito, ao comentar as divisões nas forças de segurança que deram início a um conflito generalizado no país no ano passado.

A segunda prioridade de Ramos Horta, até então primeiro-ministro, é a “mobilização de recursos, que não são poucos”, para canais destinados à “população mais pobre da sociedade do Timor”, incluindo “transferência direta de valores e reformas fiscais”.

– Quando a situação se estabilizar, nós poderemos trazer as pessoas de volta para suas casas -, disse.
 
Mais de 150 mil cidadãos foram forçados a deixar suas residências durante os atos de violência no último ano, sobretudo na capital Díli – 25 mil estão atualmente em campos de refugiados.

Ramos Horta, prêmio Nobel da Paz de 1996, divulgou seus compromissos após o anúncio oficial da apuração provisória do segundo turno das eleições presidenciais, realizadas na última quarta.

O premiê, que disputou o pleito como candidato independente, obteve mais de 69% dos votos, contra cerca de 31% do presidente do Parlamento Nacional, Francisco Guterres “Lu Olo”, da Frente Revolucionária do Timor Leste Independente (Fretilin).

Missões internacionais de observadores, incluindo da União Européia (UE) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), descreveram a votação como livre e justa.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, por meio de um porta-voz, declarou que a “eleição pacífica”, que teve participação de cerca de 80% dos 525 mil cidadãos com direito a voto, refletiu um “compromisso com a democracia”.