Presidente do Paraguai escapa do impeachment

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Publicado terça-feira, 11 de fevereiro de 2003 as 21:13, por: cdb

O Senado Federal paraguaio decidiu na noite desta terça-feira absolver o presidente Luis González Macchi das acusações de corrupção e mau desempenho de suas funções.

Após uma sessão de mais de dez horas, 25 dos 44 senadores consideraram o presidente culpado das acusações, mas eram necessários 30 votos para que ele fosse destituído do cargo.

Dezoito senadores absolveram o presidente e um se absteve. Nenhum dos senadores, no entanto, defendeu a gestão do presidente paraguaio durante os discursos realizados durante a sessão de votação.

Macchi, de 55 anos, era acusado de desviar US$ 16 milhões dos cofres públicos, transferindo o dinheiro para uma conta em Nova Iorque, em nome de uma fundação pertencente à sua família.

Carro roubado

O presidente também era acusado de usar uma Mercedes-Benz brasileira roubada, além de ter ligações com irregularidades no processo de privatização da empresa telefônica estatal.

Macchi também respondia à acusação de ter torturado dois ativistas de esquerda.

Antes mesmo do início da votação a oposição já dizia que não iria conseguir os 30 votos necessários para tirar o presidente do cargo.

Pelas contas do senador Luis Guanes Gondras, a oposição, da qual fazia parte, iria conseguir no máximo 28 votos.

“Aqui nenhum de nós é simpatizante de Macchi, mas por algum motivo, não chegamos aos 30 votos necessários”, disse Gondras antes da votação.

As eleições presidenciais paraguaias estão marcadas para o dia 27 de abril.