Presidente da Gol: tráfego aéreo é seguro

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Publicado quinta-feira, 31 de maio de 2007 as 11:50, por: cdb

O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, disse nesta quinta-feira que o sistema de tráfego aéreo no Brasil é seguro. – Os transtornos estão ocorrendo. Mas isso não significa que o sistema não seja seguro – afirmou Oliveira Júnior, em depoimento na CPI do Apagão Aéreo, na Câmara dos Deputados.

Segundo ele é preciso se perguntar por que tudo ia bem até setembro de 2006, quando houve o acidente com um Boeing da empresa, e depois tudo piorou. Para o presidente da Gol, são necessários investimentos no sistema aeroportuário.

Sem apontar números ele disse que a crise no setor aéreo tem gerado prejuízos às empresas. Apesar de ressaltar, mais de uma vez, que o sistema do controle aéreo é seguro, o executivo ponderou, no entanto, que não é infalível. – Assim como qualquer outro sistema, ele tem características que exigem atenção de quem o usa – disse.

Ele voltou a reclamar que às vezes faltam informações às empresas aéreas para acalmar os clientes quando ocorrem problemas de atraso e cancelamento de vôos, por parte da Infraero.

– O que temos percebido ultimamente é que o volume de atrasos cresceu substancialmente, apesar de estarmos disponibilizando equipamento, mão-de-obra e pessoal especializado. Naturalmente que todo atraso também gera transtornos para a companhia – reclamou.

Entre os problemas, ele citou o gargalo que há em alguns aeroportos. Constantino advertiu que, caso não haja um tratamento de urgência, com a construção de novos terminais e pistas para pouso e decolagem, o aeroporto de Guarulhos em São Paulo será o próximo a ter problemas de estrutura.

Sobre os possíveis responsáveis pelo acidente do vôo 1907, que resultou na morte de 154 passageiros do Boeing da Gol que se chocou no ar com um jato Legacy, ele disse que não se sente seguro para dizer quem é culpado. – Há fatores determinantes, mas também há variáveis dentro de uma seqüência de erros que ocorreu no acidente -.

Sobre os recentes incidentes, em São Paulo, envolvendo interferências de rádios piratas, nas comunicações de aviões com os controladores de vôo, Constantino disse que isso é um problema que deve ser tratado com atenção, mas ressaltou que a interferência das rádios piratas não chega a pôr em risco a operação das aeronaves. – Nesses casos o piloto troca a freqüência ou faz ponte com outras aeronaves – explicou.