Presidente da Caixa ataca preconceitos

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Publicado terça-feira, 4 de setembro de 2012 as 08:15, por: cdb

Recomendo a leitura da entrevista do presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, no Estadão de Hoje. Ele mostra como os chamados ‘analistas’ trabalham muitas vezes com base em preconceitos e não na realidade. E dá os números do crescimento da Caixa Econômica Federal para provar que o banco público, o que mais cresce no país entre os grandes, vai bem obrigado.

Alguns trechos da entrevista:

Resposta às críticas do ‘analistas’, de que a Caixa está crescendo rápido demais:
“Nossa carteira tem a menor inadimplência do mercado. Por quê? Porque temos foco em modalidades de crédito com inadimplência baixa, como imobiliário e consignado. A Caixa está crescendo nesse ritmo há cinco anos. Já era tempo de termos quebrado. Em 2008, tínhamos 6% do mercado. Hoje temos 14%. Naquela época, a inadimplência era de 2,74%. Hoje é de 2%. O lucro saiu de R$ 2 bilhões para R$ 5,2 bilhões em 2011.  Portanto, não temos nenhum motivo para achar que estamos correndo riscos que não sejam calculados. Não temos nenhum motivo para não fazer o que estamos fazendo. Aliás, não fazer o que estamos fazendo seria de uma incompetência muito grande”.

Sobre os bancos privados:
“Cada banco tem sua característica. Se eu estivesse concentrado em veículos, por exemplo, provavelmente teria mais cuidado nessa área. Nós podemos crescer mais nessa área agora porque temos uma característica diferente. Mas não identificamos nenhum outro motivo para ter a freada que vimos. Se eu fosse acionista desses bancos, ia querer saber por que esse freio aconteceu – uma vez que haveria espaço para crescer mais e o banco não perderia espaço para o concorrente. É importante olhar com o mesmo rigor a estratégia de segurar (o crédito) e a estratégia da gente, de ser mais ousado neste momento. A avaliação deve ser feita de uma maneira um pouco mais criteriosa, talvez com um pouco menos de preconceito. O banco público, sempre que faz alguma coisa, parece que o faz de maneira irresponsável. Mas tudo o que fazemos é em cima de um planejamento estratégico que fizemos. Aproveitamos uma oportunidade ímpar para a Caixa de se recolocar no mercado em um momento de juros baixos.

Sobre decisão do governo, de ter adotado a portabilidade:
A portabilidade, instituída desde o início do ano é um dado muito importante do mercado de crédito brasileiro. Cada banco tem sua característica e estratégia. Não é que a Caixa seja melhor do que ninguém. Mas acho que agimos certo ao enxergar a oportunidade.

Sobre as críticas que a CEF recebeu por ter ampliado seu raio de atuação, depois da compra do Panamericano, no final do ano passado:
Os críticos precisam conhecer um pouco mais da realidade. Emitir uma opinião sobre a estratégia de um banco sem conhecê-la profundamente não é muito recomendável “(…). A Caixa demorou para fazer a aquisição e, portanto, não considero que foi uma irresponsabilidade entrar onde não se conhece. (…) O Panamericano está se reposicionando, sobretudo do ponto de vista da marca. Um banco que sofreu a fraude que o Panamericano sofreu tem de tomar remédio amargo para poder voltar a ser rentável. A tendência é que o Panamericano passe a dar lucro no médio espaço de tempo. Não existe milagre.

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