Presidente critica desaparelhamento das Forças Armadas

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Publicado terça-feira, 11 de dezembro de 2007 as 18:08, por: cdb

Ao discursar nesta terça-feira no almoço de fim de ano com oficiais-generais do Exército, Marinha e Aeronáutica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o desaparelhamento das Forças Armadas, que segundo ele ocorreu durante décadas.

— As Forças Armadas passaram quase três décadas reduzindo aquilo que tinha sido construído ao longo de tantas décadas e ao longo de séculos, e passou reduzindo porque houve um tempo que se criou uma cultura nesse país que o Brasil não precisaria das Forças Armadas —, disse.
 
Segundo Lula, quando o assunto era orçamento e aumento para as Forças Armadas havia quem afirmasse que não era preciso tanto “sem se perguntar quanto ganha um soldado nesse país”.

O presidente aos militares que o governo está comprometido em atender a reivindicação de reaparelhamento das Forças Armadas.

— O Governo Federal mantém o compromisso de buscar todas as condições possíveis para progressivamente possibilitar os investimentos necessários à manutenção e modernização da Marinha, do Exército e da Aeronáutica —, afirmou.

Para recuperar o patrimônio das três forças, Lula disse que é preciso estabelecer prioridades.

— Como estão nossos tanques, nossos navios, nossos aviões? —, questionou.

O presidente se referiu ao avião presidencial no qual viajava, conhecido como Sucatão.

— É até uma vergonha um país do tamanho do Brasil ter um avião presidencial chamado Sucatão —, afirmou.

O presidente Lula afirmou que a contribuição dos militares ao desenvolvimento do país o levou a determinar estudos para que o Brasil possa ter um Plano Estratégico de Defesa.

— Um Plano Estratégico de Defesa que trate o tema com a amplitude e atenção que ela merece. Tal plano, que deve estar pronto em setembro de 2008, contribuirá para a modernização e fortalecimento da Marinha, do Exército e da Aeronáutica —, disse Lula.

O presidente abordou questões de segurança como a reivindicação do Brasil de integrar o Conselho Permanente de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

— Não apenas queremos mudar as Nações Unidas, mas queremos democratizar o Conselho de Segurança da ONU, porque ele não pode mais continuar representando o que era o mundo há 60 anos —, disse.
 
— Reivindicamos o direito dos continentes estarem melhor representados e o Brasil ser membro permanente porque temos o que falar na ONU e temos o que falar ao restante do mundo —, afirmou o presidente.

Lula defendeu a criação de um Conselho de Defesa da América do Sul e também citou a participação do Brasil na missão de paz do Haiti.

— Nossa presença no Haiti é motivo e símbolo de orgulho de como um país pode ter Forças Armadas de paz e ser tratada com carinho —, afirmou.