Premiê da Hungria diz que combaterá cota de refugiados da UE

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 8 de setembro de 2017 as 13:14, por: cdb

Agora que a contestação legal fracassou, Orban disse que buscará uma batalha política para forçar o bloco a alterar suas cotas obrigatórias

Por Redação, com Reuters – de Genebra:

A Hungria não mudará sua postura anti-imigração após o principal tribunal da União Europeia rejeitar um questionamento das cotas de imigrantes, disse o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, nesta sexta-feira.

Primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, durante coletiva de imprensa, em Budapeste

Na quarta-feira a maior corte da UE decidiu que seus países-membros devem receber uma parcela dos refugiados; que chegam à Europa; rejeitando a contestação da Eslováquia e da Hungria e renovando uma disputa entre Ocidente e Oriente que vem abalando a coesão do bloco.

– Precisamos tomar nota do veredicto, já que não podemos erodir o fundamento da UE –e o respeito à lei é o fundamento da UE. Mas ao mesmo tempo este veredicto da corte não é razão para mudarmos nossa política, que rejeita imigrantes – disse Orban à rádio estatal.

A crise imigratória de 2015 no mar Mediterrâneo inundou os Bálcãs; a Itália e a Grécia de imigrantes; o que levou a UE a impor cotas obrigatórias a seus membros com forma de realocar os postulantes a asilo.

O fluxo de imigrantes

O fluxo de imigrantes recuou, diminuindo a pressão do cumprimento sobre líderes nacionalistas como Orban; que está se beneficiando de suas rígidas políticas anti-imigração de olho nas eleições de 2018.

Agora que a contestação legal fracassou; Orban disse que buscará uma batalha política para forçar o bloco a alterar suas cotas obrigatórias.

– Esse tema evoca uma questão de princípios muito séria; se somos uma aliança de nações europeias livres cuja Comissão representa nossos interesses conjuntos; ou se somos um império europeu que tem seu centro em Bruxelas e que pode emitir ordens – disse o premiê.