Prefeitos vão enviar medicamentos à Argentina

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Publicado quarta-feira, 30 de janeiro de 2002 as 19:36, por: cdb

Prefeitos de diversas cidades do mundo se comprometeram durante o Fórum de Autoridades Locais, a arrecadar medicamentos para enviá-los a Buenos Aires e Rosário. Em sua participação no evento, o prefeito da capital argentina, Aníbal Ibarra, havia relatado a impossibilidade, por falta de divisas, de abastecer com os insumos básicos necessários os hospitais e centros de saúde de seu município, situação semelhante à descrita por Herme Binner, de Rosário. O anúncio da ajuda foi feito pela presidente da Federação Mundial de Cidades Unidas e presidente da província de Torino (Itália), Mercedes Bresso, e os prefeitos de São Paulo, Marta Suplicy; Porto Alegre, Tarso Genro; Genebra, Manuel Tornare; Montevidéu, Mariano Arana; e Gênova, Giovani Pericu.

Mercedes Bresso não quis calcular o valor da ação de solidariedade. Disse apenas que o orçamento de Buenos Aires destina US$ 1 milhão por ano à saúde, incluindo equipamentos, salários de servidores e manutenção, além dos medicamentos. As cidades européias dispõem de verbas orçamentárias, com alíquotas inferiores a 1%, para operações de socorro humanitário. Mas também podem pedir contribuições de laboratórios instalados em seus territórios e até mesmo da população, lembrou Tornare.

No Brasil, Marta Suplicy revelou que já solicitou a colaboração da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma). Também disse que pode pedir à população a doação de remédios não utilizados e que estejam dentro do prazo de validade e disponibilizou transporte para o envio dos medicamentos à Argentina. O prefeito de Guarulhos, Elói Pietá, vai pedir remédios aos três laboratórios instalados em seu município.

Alguns erros cometidos pelas tradutoras da coletiva posterior ao anúncio da ajuda à Argentina fizeram com que o namorado da prefeita de São Paulo, o franco-argentino Luís Favre, se tornasse o elo de ligação entre entrevistados que falavam espanhol, francês, italiano e inglês e repórteres que não dominavam todas essas línguas. Com desenvoltura, Favre transformou em respostas contextualizadas as explicações que a tradução oficial, feita palavra a palavra, deixava truncadas.