Preços no Rio registram maior inflação desde início de 1999

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Publicado segunda-feira, 10 de dezembro de 2001 as 18:02, por: cdb

O Índice de Preços do Comércio Varejista registrou alta de 2,38% em novembro, a maior variação positiva desde março de 99 e a segunda maior desde o início da pesquisa em 99. O Instituto Fecomércio-RJ aponta que a taxa ficou 2,19 pontos percentuais acima de outubro, quando o IPCV subiu 0,19%.

Dos seis grupos pesquisados, em novembro, quatro registraram aceleração de preços em relação ao mês anterior. Entretanto, Artigos para Limpeza e Reparos e Vestuário tiveram desaceleração em relação a outubro. Para o levantamento mensal, são coletados 37.840 preços de 1.892 produtos em 720 pontos comerciais.

O grupo Artigos de Residência registrou a maior taxa no mês de novembro (4,13%), contra 2,82% de outubro. Os maiores responsáveis foram Cama, Mesa e Banho (saiu de -6,08% para 9,91%); Mobiliário (de -0,35% para 2,19%); Eletrodomésticos e Equipamentos (de 1,91% para 4,44%). Nesse grupo, a campeã em aumentos de preços foi a Roupa de Cama, com uma taxa de 13,22%.

O setor de Produtos Farmacêuticos, por sua vez, apresentou alta de 3,83%, contra -0,92% de outubro. Foi, portanto, o grupo com a maior aceleração do período (4,75 pontos percentuais). Os maiores responsáveis foram: Antiinfecciosos (de -2,28% para 7,78%); Antiinflamatórios e Anti-reumáticos (de -3,20% para 16,21%); Fortificantes e Vitaminas (de -0,64% para 3,53%) e Anticoncepcionais e Hormônios (-3,13% para 10,82%).

Com taxa de 3,10%, contra 0,83% do mês anterior, Recreação e Higiene Pessoal teve como principais fatores de aceleração os aumentos de preços registrados em Brinquedos (15,07%); Filme e Flash Descartável (9,54%); Máquina Fotográfica (8,82%); e Sabonete (3,06%).

O grupo Alimentação, que tem o maior peso na ponderação do IPCV, saiu de -0,69%, em outubro, para 1,88%, em novembro, uma aceleração de 2,57 pontos percentuais. Os subgrupos que mais encareceram no mês foram Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (6,41%); Carnes e Peixes Industrializados (3,45%); Frutas (3,04%); e Açúcares e Derivados (2,85%). O Peixe Xerelete foi o produto que mais encareceu no mês de novembro, com alta de 12,19%.

Já Artigos para Limpeza e Reparos, apesar da taxa positiva de 1,13%, apresentou desaceleração de preços em relação a outubro, quando a taxa foi de 1,96%. Os produtos que mais encareceram foram Sabão em Pó (de -0,47% para 6,85%); Detergente (de 2,77% para 3,29%) e Esponja de Limpeza (de 2,44% para 2,70%).

O item Vestuário também apresentou desaceleração, passando de 1,30% em outubro para 1,00% em novembro. Os produtos que mais subiram de preço foram Roupas Masculinas (1,70%), Roupas Femininas (1,70%) e Roupas Infantis (1,53%).

O IPCV, este ano, já acumulou uma alta de 3,99% até novembro, que é superior à de 3,71% acumulada no mesmo período do ano de 2000. Entretanto, ao longo dos últimos 12 meses, a alta acumulada foi de 4,38%, inferior à do mesmo período de 2000, que ficou em 4,40%. O grupo Alimentação foi o que registrou maior alta neste ano (5,91%) e também nos 12 meses terminados em novembro (6,38%). Já o grupo Vestuário foi o único a registrar queda de preços, tanto no ano (-3,88%) quanto em 12 meses (-2,88%).