Preços cedem no atacado, no varejo, e inflação perde força neste mês

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 9 de outubro de 2009 as 11:45, por: cdb

A inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) perdeu força na abertura de outubro, refletindo uma menor pressão no atacado e uma queda de custos no varejo. O indicador subiu 0,10% na primeira prévia de outubro, ante alta de 0,28% em igual período de setembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

O mercado projetava uma alta de 0,15%, de acordo com a mediana de 10 estimativas que ficaram entre deflação de 0,02% e inflação de 0,45%. Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) avançou 0,16% agora, ante alta anterior de 0,39%. O IPA agrícola caiu 1,03% nesta leitura, após subir 0,31% na anterior. O IPA industrial acelerou a alta para 0,55% ante 0,42%.

As principais quedas de preços individuais no atacado vieram de leite in natura, tomate, soja em grão, adubos e fertilizantes compostos e mamão. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve baixa de 0,10%, contra variação positiva de 0,10%. Os custos do grupo Alimentação registraram declínio de 1,27% na primeira prévia de outubro, após a elevação de 0,39% na primeira de setembro. Já os preços de Vestuário passaram de recuo de 1,19% na leitura anterior para elevação de 1,36% agora.

Os maiores declínios de preços no varejo foram de leite longa vida, tomate, mamão papaia, cenoura e limão. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) aumentou 0,19 na primeira leitura deste mês, contra estabilidade na anterior. No ano, o IGP-M acumula queda de 1,51% e nos últimos 12 meses, baixa de 1,26%.

Em queda

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), teve a quinta redução seguida no ritmo de alta e chegou a 0,12%, na primeira prévia de outubro. Essa taxa é a menor do ano. Até então, o índice mais baixo havia sido registrado no fechamento de junho (0,13%). A principal contribuição partiu dos alimentos, que apresentaram deflação de 0,88%, na terceira queda consecutiva. Nas duas pesquisas anteriores, os preços dos itens alimentícios haviam caído 0,63% e 0,09%).

Mais três grupos apresentaram taxas decrescentes: habitação, que passou de 0,47% para 0,38%; vestuário, de 0,75% para 0,66%; e educação, de 0,09% para 0,08%. Em movimento contrário, houve aumento no grupos transportes, de 0,25% para 0,42%, e despesas pessoais, de 0,18% para 0,34%.