Preços cedem, mas Educação volta a pressionar índice oficial

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Publicado terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 as 11:19, por: cdb

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou em 0,16% na terceira quadrissemana de fevereiro. A taxa é inferior à medida na segunda prévia (0,22%) feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A quadrissemana é o período compreendido entre a quarta semana de janeiro e a terceira de fevereiro.

Foi a maior desaceleração desde a segunda quadrissemana de novembro, quando o IPC apontou alta de 0,02%. Dos sete grupos pesquisados, três apresentaram deflação: alimentação (-0,13%), Despesas Pessoais (-0,03%) e Vestuário (-0,15%).

 O grupo alimentação teve  a taxa mais baixa desde a segunda prévia de maio do ano passado, quando oscilou negativamente para 0,09%. Os demais grupos tiveram as seguintes oscilações: Habitação (0,21%) ante (0,05); Transportes (0,31%) ante (0,29%), Saúde (0,44%) ante (0,48%) e Educação (1,49%) ante (2,63%).

Inflação oficial

Medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) diminuiu em fevereiro devido à menor pressão dos alimentos, embora tenha superado o teto das previsões de analistas ouvidos pelo Banco Central (BC). O indicador teve alta de 0,64% no mês, com alta de 0,70% em janeiro. Segundo prognóstico divulgado pelo BC, no início da semana, a variação do IPCA-15 subiria, em média, 0,60% no período.

Principal responsável individual pela alta dos preços, este mês, os cursos de ensino formal, com peso de 0,20%, ajudaram o grupo Educação a subir 3,61%, contribuindo com 0,25 ponto percentual para o IPCA-15. As mensalidades e o material escolar costumam ser reajustados no início do ano letivo.

Já os preços dos alimentos reduziram a alta, para 1,13% em fevereiro contra 1,96% em janeiro. Maiores pressões dos últimos meses, os feijões subiram em ritmo menor e as carnes tiveram leve queda.No ano, o IPCA-15 acumula elevação de 1,34% e nos últimos 12 meses, de 4,74%. O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do governo. A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país.

A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.