Preço do petróleo supera os US$ 52 em Nova York

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Publicado quarta-feira, 6 de outubro de 2004 as 19:28, por: cdb

Depois de registrar o seu maior preço em mais de 20 anos na Europa na terça-feira, o preço do petróleo bateu novos recordes nesta quarta-feira nos mercados de Londres e em Nova York.

Na cidade americana, a cotação final do dia foi de US$ 52,02, 92 centavos acima do valor de terça-feira. Durante a quarta-feira, o produto chegou a ser negociado a US$ 52,15 no pregão nova-iorquino.

No mercado de Londres, o barril terminou o dia sendo negociado a U$ 47,85, 72 centavos acima do valor de fechamento do dia anterior.

Segundo negociadores, a alta de preços foi iniciada com o furacão Ivan, que fez com que a produção americana diminuísse em 30%.

À produção reduzida dos Estados Unidos juntou-se o medo de a Nigéria não conseguir suprir o mercado, o que piorou ainda mais a situação.

A alta do petróleo tem preocupado economistas, que alertam para uma possível queda do crescimento do mercado global.

Alta demanda

Nesta quarta-feira, o governo americano disse que podem ser necessários 90 dias para a produção voltar ao normal nas sete plataformas que foram destruídas pelo furacão Ivan.

Os estragos causados pelo furacão também interromperam as operações de refinarias no Golfo Pérsico, que estão atuando com 90% de sua capacidade.

“O furacão Ivan eliminou completamente as reservas de destilados da bacia do Atlântico”, disse o analista Yasser Elguindi, da Medley Global Advisors. “A demanda de petróleo não pára de crescer e existe pouca capacidade de reservas para supri-la.”

Segundo especialistas, o rápido crescimento da economia chinesa e a alta demanda dos Estados Unidos são vistos como fatores determinantes para o futuro da situação.

As preocupações sobre a segurança no Oriente Médio e a deterioração da situação do Iraque também colaboram para a manutenção dos altos preços do petróleo.

Por outro lado, muitos acreditam que a especulação no mercado tem diminuído, já que os investidores esperam rápidos recuos da volatilidade dos preços do produto.