Preço do combustível no Rio ainda não teve redução

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Publicado quinta-feira, 1 de maio de 2003 as 09:04, por: cdb

A redução média de 10% no preço da gasolina nas refinarias, anunciada segunda-feira pelo presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, ainda não teve impacto sobre os valores pagos pela maioria dos consumidores da cidade do Rio. Dos 22 postos consultados, 18 ainda cobravam os valores praticados antes do anúncio e apenas quatro já tinham reduzido os preços.

Nas zonas Norte e Oeste, nenhum dos 14 postos pesquisados tinham alterado os preços. Já na Zona Sul, metade dos oito postos pesquisados cobrava o valor antigo e quatro vendiam a gasolina entre R$ 0,08 e R$ 0,01 mais barata.

Para Marco Mateus, diretor do Sindicato dos Postos do Município do Rio de Janeiro, os preços ainda não baixaram porque os postos ainda não receberam a gasolina mais barata. – É só a partir de hoje (quarta-feira) que os postos estão recebendo os novos estoques. Os postos não podem reduzir os preços sem ter recebido a gasolina nova -justificou.

O posto onde o fisioterapeuta Rodrigo Rocha, 26 anos, costuma abastecer, na Zona Sul, está entre os que ainda não baixaram os preços. – Quando o governo anuncia aumento, os postos sobem os preços imediatamente. Quando é redução, há sempre essa história de que é preciso esperar estoques novos – reclamou.

Não bastasse a demora pela gasolina mais barata, os motoristas do Rio também podem se preparar para uma redução de preços bem inferior aos 6,5% estimados pela Petrobras como queda média de preços da gasolina no país. Segundo o diretor do Sindicomb, no Rio a redução será de no máximo 3,5%. – Por causa dos constantes aumentos do ICMS do Estado, o preço da gasolina para os donos de postos está defasado em R$ 0,02 por litro – disse Mateus, indicando que os revendedores vão aproveitar a queda dos preços anunciada pelo governo para recompor suas margens de lucros.

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Rogério Manso, disse que poderá haver uma nova queda nos preços dos combustíveis em junho, se o dólar e os preços do petróleo no mercado internacional mantiverem a trajetória de queda. Ele também confirmou que Petrobras pretende fazer uma parceria com a venezuelana PDVSA para investir numa nova refinaria entre 2006 e 2007.