PR: Imprudência é a maior causa de morte entre banhistas

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Publicado terça-feira, 6 de janeiro de 2004 as 14:50, por: cdb

Desde o início da operação Viva o Verão, no dia 20 de dezembro, cinco mortes por afogamento foram registradas no litoral paranaense. Para que o período de férias não se transforme em um pesadelo para um número maior de famílias, o Corpo de Bombeiros recomenda às pessoas que evitem entrar no mar durante a noite e procurem, durante o dia, ficar próximas aos postos dos salva-vidas, respeitando as placas de advertência.

O Corpo de Bombeiros realizou um balanço dos casos de afogamento que aconteceram desde o início da temporada e a constatação foi de que em todos eles as vítimas descumpriram as orientações básicas de segurança. Desde o início da operação, já foram registrados, também, 447 salvamentos, e mais de 15.650 atendimentos, incluídas orientações e advertências, já foram realizados pelos salva-vidas.

Casos
 
O primeiro caso de afogamento desta temporada foi de um rapaz de 22 anos. Ele entrou no mar para buscar uma bola, exatamente em uma das áreas sinalizadas como perigosa pelos bombeiros, mas não conseguiu voltar. No segundo, um garoto de 14 anos se afogou quando foi nadar desacompanhado de seus pais ou responsável, e longe dos postos de salva-vidas.

Outra morte registrada foi em 28 de dezembro, quando uma jovem de 17 anos entrou no mar à noite, o que é extremamente desaconselhável, não apenas pela ausência de salva-vidas, mas principalmente pela falta de visibilidade dentro e fora da água.

Segundo o tenente Eduardo Gomes Pinheiro, oficial de relações públicas dos Bombeiros, não é dada a devida atenção aos avisos e orientações dadas pelos salva-vidas. – Infelizmente, mesmo com uma intensa campanha de orientação, um grande número de banhistas continua entrando no mar após a ingestão de álcool, em locais onde há placas de advertências, ou deixando seus filhos entrarem desacompanhados e sem a supervisão de um adulto – lamenta.

Para atender à população, existem 95 postos do Corpo de Bombeiros espalhados por todo o litoral com um efetivo total de 650 salva-vidas, devidamente treinados para atuar em qualquer situação de perigo e prontos para dar orientações quanto às condições do mar. – Por isso, pedimos mais uma vez a colaboração de todos, para que busquem se divertir seguindo as orientações dos bombeiros, garantindo assim um verão mais tranqüilo e seguro – conclui o tenente Pinheiro.