Powell pede cobate ao terrorismo por parte dos palestinos combatam ‘terrorismo’

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Publicado domingo, 11 de maio de 2003 as 21:39, por: cdb

O secretário de Estado americano, Colin Powell, defendeu neste domingo ações “rápidas e decisivas pelos palestinos para desarmar e desmantelar a infra-estrutura terrorista”.

O discurso foi feito logo após encontro com o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, em Jerusalém.

Na seqüência, Powell se encontrou com o primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, também conhecido como Abu Mazen, na cidade de Jericó.

Depois da reunião, foi feito o anúncio de que os Estados Unidos vão liberar R$ 50 milhões (aproximadamente R$ 150 milhões) para ajudar nas reformas do país – construção de estradas e apoio a pequenas empresas.

Medidas concretas

Powell disse que os dois governos deveriam tomar medidas concretas para implementar o novo plano de paz na região e afirmou que esta é uma “oportunidade histórica” que não deveria ser deserdiçada.

Abu Mazen pediu o fim de todos os assentamentos judeus na Cisjordânia, da proibição de viagens dos palestinos e do que ele chamou de “assassinatos” praticados pelos israelenses.

Além disso, reclamou que Yasser Arafat deveria ter garantia de liberdade de movimento.

Mazen disse que Arafat foi eleito de forma democrática presidente da Autoridade Nacional Palestina e que não seria correto boicotá-lo no processo de paz.

Sobre a conversa com Sharon, Powell classificou-a como “franca, produtiva e útil”.

Já Ariel Sharon afirmou que está de acordo em fazer concessões “dolorosas” na questão dos assentamentos, mas sem comprometer a segurança do país.

À noite, o governo havia anunciado que está reabrindo os pontos de cruzamento na fronteira com a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.

A suspensão temporária de entrada de trabalhadores palestinos tinha sido decretada durante feriado que terminou na quinta-feira.

Além disso, autoridades israelenses disseram que vão libertar prisioneiros palestinos nos próximos dias.

A lei do país permite a prisão de militantes suspeitos por até seis meses sem uma acusação formal.

O plano chamado de “roteiro para a paz” prevê o fim dos ataques palestinos e a retirada de Israel dos territórios. Se for seguido à risca, o Estado palestino será criado em 2005.