Powell chega a Israel para impulsionar adoção do “mapa da paz”

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Publicado sábado, 10 de maio de 2003 as 14:23, por: cdb

O Secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, chegou ao Oriente Médio neste sábado para impulsionar a adoção do “mapa da paz”, pedindo a israelenses e palestinos que continuem a dar os primeiros passos rumo à confiança mútua.

Fontes próximas ao primeiro-ministro Ariel Sharon afirmaram mais cedo que Israel vai repelir qualquer relaxamento precoce da ocupação militar na Palestina, como prevê o “mapa da paz”, enquanto os grupos militantes não forem desarmados e presos.

Líderes palestinos aceitaram o plano que prevê a criação do Estado palestino até 2005. Eles acusam o governo direitista de Sharon, onde é forte a oposição à soberania palestina, de tentar destruir qualquer tentativa de paz.

– O mapa é controverso. Há elementos que podem desagradar um ou o outro lado. Mas é preciso começar… e não entrar numa discussão prolongada -, disse Powell aos repórteres ainda no avião, antes de aterrissar em Tel Aviv.

– Sabemos o que deve ser feito neste momento inicial, e vamos fazê-lo. Está muito claro: ações de segurança do lado palestino e do lado israelense, fazendo todo o possível para (Israel) diminuir as dificuldades de locomoção para o povo palestino.

O governo de Sharon não concorda, afirmando que os ataques suicidas palestinos e outros atentados vão aumentar se o país relaxar o cerco militar às cidades palestinas.

Palestinos afirmam que apenas uma retirada do governo israelense dará ao novo primeiro-ministro reformista palestino poder para controlar a “resistência” dos militantes.

Essa é a primeira visita de Powell à região em 13 meses, e a mais planejada iniciativa de paz para o Oriente Médio desde que fracassaram as negociações de Camp David, em 2000.

Powell se encontrará com Sharon em Jerusalém e no próximo domingo vai se reunir com o moderado primeiro-ministro palestino Mahmoud Abbas em Jericó.

O “mapa da paz” exige que Abbas reprima os grupos militantes responsáveis por centenas de atentados contra israelenses. E que Israel retire tropas que ocupam ou cercam cidades palestinas, remova assentamentos judaicos e pare de construir novos assentamentos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Criado pelos Estados Unidos, Rússia, União Européia e Nações Unidos, o plano aposta na reciprocidade para funcionar.