Powell assume preocupação por empresas e ONGs

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Publicado segunda-feira, 27 de outubro de 2003 as 23:12, por: cdb

O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, reconheceu nesta segunda-feira que existe uma “preocupação” em Washington ante a possibilidade de empresas e organizações não-governamentais (ONGs) considerarem a hipótese de abandonar o Iraque ante a crescente situação de violência.

– É preocupante e esperamos que as empresas, as ONGs, a Cruz Vermelha e a Organização das Nações Unidas (ONU) façam uma avaliação da segurança e esperamos que considerem apropriado ficar. Eles são necessários – disse Powell em uma breve declaração à imprensa.

O secretário de Estado ressaltou que “se forem expulsos, então os terroristas ganharão”, mas reconheceu que estes organismos “devem analisar o desejo de realizarem seus trabalhos e ficarem no país, e suas necessidades de segurança”.

Powell pediu para que permaneçam em “contato direto” com as autoridades norte-americanas em Bagdá “para ver o que se pode fazer, não necessariamente através da proteção direta, mas para facilitar um entorno mais seguro para trabalhar”.

– As últimas 24 horas foram muito difíceis. Não sabemos se é um estalo que coincide com o princípio do Ramadã ou se é algo que vai se manter por um tempo – disse o secretário de Estado, que expressou sua confiança na tarefa das forças norte-americanas.

– Sei que nossas autoridades militares estão trabalhando arduamente para controlar a situação e vamos seguir adiante com nossos planos e esforços de reconstrução – acrescentou.

Seguindo o que foi dito horas antes pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, Powell atribuiu os ataques a “restos do regime de Saddam Hussein e terroristas” e assegurou que “não permitiremos que derrotem as forças da liberdade”.

Bush, que repassou nesta segunda-feira com o representante dos Estados Unidos no Iraque, Paul Bremer, a situação nesse país, assegurou que os últimos ataques demonstram que os rebeldes estão “desesperados” pelos progressos conseguidos nos sete meses desde a invasão aliada.

Pouco depois da onda de ataques em Bagdá, que custou a vida de mais de 40 pessoas, Bush insistiu que os EUA seguirão no Iraque “apesar dos ataques” e advertiu que “quanto mais bem-sucedidos formos, mais violentamente reagirão”.