Postura ‘educada’ da CPI na acareação é criticada por deputados

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Publicado sexta-feira, 4 de abril de 2003 as 14:44, por: cdb

Os deputados petistas Alessandro Molon e Carlos Minc criticaram a postura que a CPI que investiga o desvio ilegal de dinheiro para Suíça tomou durante a acareação entre o ex-secretário de Fazenda Carlos Sasse e os ex-subsecretários de Administração Tributária, Rodrigo Silveirinha, e de Receita, David Birman.

“Por pouco a acareação não fica inócua. Se a gente não pode apertar os inqueridos. É preciso apertar os fiscais e os depoentes. Se ficar essa coisa educada não se extrai nada”, afirmou Molon sobre a atitude da presidência da CPI que não permitiu que ele entrasse em detalhes durante as pergunta feitas a Birman e Silveirinha.

Na opinião de Molon, é num momento de desequilíbrio emocional que o depoente pode se entregar. Ele deixou claro, no entanto, que suas declarações não eram uma crítica ao presidente da CPI, deputado Paulo Melo (PMDB).

Carlos Minc destacou a importância de novos depoimentos e da convocação de algumas pessoas, que já prestam esclarecimentos à CPI, como as que participaram nesta sexta-feira da acareação. “Para mim, a acareação trouxe fatos novos que precisam ser esclarecidos”, frisou.

O clima ficou tenso em alguns momentos da acareação. Silveirinha chegou a afirmar que quase todos os deputados que integram a CPI já sofreram acusações, ao ser questionado por que teria procurado Birman para pedir que cuidasse de sua família, caso algo lhe acontecesse após a publicação da matéria sobre o escândalo, se era inocente.

“Todos os homens públicos que aqui estão presente já sofreram acusações de leviandade e sabem muito bem como fica a família numa hora dessas”, se defendeu.