Porteiro é condenado a 33 anos de prisão por matar arquiteta

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Publicado quinta-feira, 27 de dezembro de 2007 as 21:23, por: cdb

O porteiro acusado de matar a arquiteta Jamile de Castro Nascimento no dia 17 de julho foi condenado nesta quinta-feira a 33 anos de prisão em regime fechado. A sentença foi dada pelo juiz Klaus Marouelli Arroyo. O criminoso foi preso no dia seguinte ao assassinato, mas só revelou o local em que se encontrava o corpo da vítima no dia 14 de agosto.

O corpo da arquiteta ficou 28 dias desaparecido e, como ela sumiu no mesmo dia em que houve o acidente com o Airbus A320 da TAM em que 199 pessoas morreram, a família de Jamile chegou a pensar que ela era uma das vítimas do acidente, pois a arquiteta trabalhava na região do Brooklin.

No dia do crime, Jamile fazia uma vistoria no prédio em que o assassino trabalhava na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. O criminoso chamou a arquiteta para dentro da portaria e agrediu a vítima com golpes na cabeça. O corpo dela foi jogado em um reservatório de água reciclada que ficava embaixo da portaria.

O assassino roubou o carro e os cartões da vítima, com os quais comprou dois celulares em uma loja na Zona Leste da capital. O porteiro foi preso quando voltou ao estabelecimento para comprar outro aparelho telefônico.

No julgamento, ele alegou inocência e afirmou que foi torturado durante o interrogatório. O juiz do caso classificou a versão do réu como “fantasiosa” e o declarou culpado pela morte de Jamile e pelo roubo de seus pertences. O caso não foi a júri popular por se tratar de latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo o Tribunal de Justiça, apenas casos de homicídio vão a júri popular.