Popularidade de Bush é a pior desde o atentado de 11 de setembro

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Publicado quarta-feira, 15 de janeiro de 2003 as 00:31, por: cdb

Embora ainda conte com o apoio da maioria dos norte-americanos, o presidente George W. Bush enfrenta o pior índice de aprovação desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo instituto Gallup para a CNN e o jornal USA Today, a qual indicou que a população, além de estar confiando menos na maneira como Bush lida com questões mundiais, acredita que as políticas econômicas do presidente são mais benéficas para os ricos do que para os pobres.

A taxa de aprovação ao trabalho de Bush, segundo a pesquisa, situa-se atualmente em 58 por cento, ou seja, caiu cinco pontos desde a semana passada.

Esta é a primeira vez desde os atentados que o índice figura abaixo dos 60 por cento.

Ainda assim, Bush obteve boa pontuação no que diz respeito à sua liderança, visão e capacidade para tomar decisões difíceis. A abordagem da defesa nacional foi aprovada por mais de seis em cada 10 dos entrevistados.

A pesquisa, realizada por telefone com 1.002 adultos entre os dias 10 e 12 deste mês, é divulgada em um momento crítico para Bush, que acaba de atingir a segunda metade de seu mandato.

O governo tenta ganhar o apoio do Congresso para um pacote de estímulo econômico que terá um custo de US$ 670 bilhões nos próximos 10 anos e, no cenário internacional, Bush divide-se entre arrebanhar aliados para uma coalizão contra o Iraque e acabar de forma pacífica com o impasse nuclear criado pela Coréia do Norte.

Ao mesmo tempo, os pré-candidatos do Partido Democrata que pleiteiam concorrer à Casa Branca em 2004 vêm criticando Bush por sua postura na área econômica, questionando o sucesso da guerra contra o terrorismo e repetindo que o governo é maleável demais com as grandes empresas do país.

Dos entrevistados, apenas 53 por cento – na semana passada eram 60 por cento – disseram aprovar a forma como Bush trata as questões mundiais.

Outros números sugerem que Bush terá um caminho difícil no restante de seu mandato, com um panorama bem distinto do que nos dias que se seguiram ao 11 de Setembro, quando sua popularidade disparou.

Indagados se apoiariam Bush caso o presidente dispute a reeleição, um terço dos entrevistados afirmou categoricamente que sim, enquanto outro um terço garantiu que de jeito nenhum. Da mesma forma, um terço se disse indeciso.

E, no que pode ser um dado crucial para o governo, os entrevistados identificaram muito mais a economia (53 por cento) do que o terrorismo (32 por cento) como o tema que influenciará as eleições.

Além disso, 56 por cento disseram acreditar que Bush geralmente joga a favor dos ricos.

Por outro lado, Bush ainda desfruta de forte apoio junto aos norte-americanos quando a pergunta gira em torno de seus pontos fortes pessoais. Por exemplo: 67 por cento disseram que Bush devolveu a dignidade à Casa Branca e 65 por cento opinaram que o presidente inspira confiança.

A pesquisa tem margem de erro de três pontos, para mais ou para menos.