Poluição nas praias do Rio é destaque em jornal inglês

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Publicado segunda-feira, 30 de abril de 2007 as 09:03, por: cdb

Uma grande reportagem publicada neste sábado pelo diário britânico The Guardian relata os problemas de poluição enfrentados pelas praias e canais na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. A reportagem diz que “ao lado das fétidas margens do canal do Cunha, no Rio, é difícil acreditar que 30 anos atrás esse era um caminho feito por golfinhos, e que há dois séculos a família real portuguesa nadava ali, cercada por intocadas faixas de areia”.

O jornal observa, porém, que hoje o que é possível ver por lá são coisas como “uma carcaça de um Fusca abandonado em meio à lama preta” e que “o ar é permeado com o cheiro ácido de esgoto que flui a partir do Complexo da Maré, uma grande favela não muito longe do aeroporto internacional”.

O jornal lembra ainda que a poluição também afeta as praias mais ricas da cidade quando diz que “o canal é um dos afluentes da Baía de Guanabara, ponto principal de uma das cidades naturalmente mais belas do mundo”.

Algas tóxicas

A reportagem relata que “em janeiro, uma faixa da praia da Barra da Tijuca foi isolada após algas tóxicas aparecerem na água, e no fim de março as autoridades retiraram uma tonelada de peixes mortos da Baía de Guanabara”.

O jornal lembra ainda das chamadas “línguas negras” que aparecem periodicamente nas praias cariocas, além das faixas de espuma, supostamente resultado do despejo de esgoto não
tratado, que começaram a aparecer na praia do “chique bairro do Leblon”.

A reportagem relata que o novo secretário do meio ambiente do Rio, o ambientalista Carlos Minc, anunciou um plano de R$ 140 milhões para limpar as praias e lagos do Rio.

Segundo o jornal, os ambientalistas elogiaram o plano do governo do Rio, mas advertem que “200 anos de poluição não podem ser revertidos em quatro anos de governo”.