Polo Químico de Al deve ganhar mais 8 indústrias até o fim de 2004

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Publicado segunda-feira, 1 de dezembro de 2003 as 09:30, por: cdb

“A cada três meses, Alagoas vai ganhar uma nova indústria”. Há dois meses, esse título no caderno de economia da Gazeta de Alagoas (edição de 28 de setembro) anunciava as expectativas do Governo de Alagoas para atrair, a partir de uma parceria com a Braskem, novas empresas para o pólo de Marechal Deodoro.
    

 Na última sexta-feira, durante a inauguração da fábrica de açúcar da Cooperativa Pindorama (investimento de R$ 13 milhões com capacidade de produção de oito mil sacos de açúcar/dia), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra, foi mais longe.

-Pelo menos oito novas indústrias vão se instalar até o fim de 2004 no pólo de Marechal Deodoro a partir do Arranjo Produtivo Local (APL) da indústria química- anunciou.
  

   A estimativa de Lyra é compartilhada pelo secretário da Indústria e Comércio, Geminiano Jurema.

-Os contatos estão muito avançados, mas não podemos anunciar os nomes para não atrapalhar os entendimentos- disse.
    

 As empresas, a exemplo da Reluznor (investimentos de R$ 4,3 milhões e geração, na primeira etapa, de 32 empregos diretos), do grupo Produquímica, de São Paulo, cuja instalação foi anunciada no fim de setembro, serão de médio porte, com investimentos acima de US$ 1 milhão em média. Todas são da área química e algumas são de terceira geração. Os investimentos finais ficarão acima de US$ 8 milhões ou mais de R$ 23 milhões.
  

Outra aposta da Fiea é nos investimentos de estrangeiros. Amanhã chega ao Estado um grupo de empresários portugueses que quer investir na indústria química e na agropecuária (ovinos e caprinos) e existe ainda a possibilidade de negócios com empresários franceses após a vinda de uma missão francesa ao Estado esse mês.

 -Temos boas possibilidades de investimentos de empresários de outros países. Acredito que ainda esse ano poderemos anunciar alguns projetos-diz José Carlos Lyra.