Policiais acusados de torturar ex-secretária de Saúde são afastados

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Publicado quinta-feira, 4 de dezembro de 2003 as 02:38, por: cdb

A Corregedoria de Polícia Civil abriu inquérito para apurar as denúncias de tortura contra a ex-vereadora e ex-secretária de Saúde do município de Ribeirão das Neves, Maria Aparecida Porto, 35 anos.

Ela denunciou ter sido torturada e seviciada no interior de uma cela da Delegacia de Vigilância Geral da Polícia Civil, no Departamento de Investigações, na noite da última segunda-feira. Os policiais citados por ela – Vilmar e Castelo – já foram afastados de suas funções e passam a responder às investigações determinadas pelo corregedor Francisco Eustáquio Rabelo.

O governador Aécio Neves determinou ao secretário de Defesa Social, Lúcio Urbano, a apuração completa e a conseqüente punição dos culpados. Na última quarta-feira, Maria Aparecida foi ouvida em cartório e confirmou ter sido espancada por dois policiais civis.

Ela deu detalhes da violência, inclusive exibindo as marcas do espancamento, principalmente nas costas e braços. O delegado Eduardo Pacheco instaurou inquérito e o transferiu para a Corregedoria da Polícia. Depois de ser interrogada por mais de quatro horas, Maria Aparecida Porto foi transferida para a Penitenciária de Mulheres, no Bairro do Horto, na Zona Leste.

A depoente, que é conhecida em Neves como Cida Porto, foi presa em flagrante na última semana em um estacionamento do Centro de Belo Horizonte, ao ser surpreendida com a quantia de R$ 40 mil que seriam oriundos de propinas que teria recebido para facilitar casos de licitações no Ministério da Saúde, em Belo Horizonte, onde ela trabalhava no setor de convênios.

Formada em Psicologia, ela trabalhou na campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. Cida foi flagrada de posse do dinheiro que teria sido entregue por um empresário, vítima de suposta extorsão. Presa em flagrante, ela estava recolhida a uma cela feminina do D.I.