Polícia realiza operação no Complexo do Alemão

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Publicado terça-feira, 3 de maio de 2016 as 14:16, por: cdb

A Operação, coordenada pelo Delegado de Polícia Roberto Ramos, contou com 200 policiais civis para dar cumprimento a 14 mandados de prisão

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da 44ª Delegacia de Polícia, Inhaúma, com o apoio do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis, da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, deflagrou nesta terça-feira, a Operação Regina para combater o tráfico de drogas nas localidades de Fazendinha, Nova Brasília e Engenho da Rainha, bem como o roubo de veículos na região do Complexo do Alemão.

O Complexo do Alemão, Morro do Alemão ou simplesmente Alemão fica na Zona Norte do Rio de Janeiro
O Complexo do Alemão, Morro do Alemão ou simplesmente Alemão fica na Zona Norte do Rio de Janeiro

A Operação, coordenada pelo Delegado de Polícia Roberto Ramos, contou com 200 policiais civis para dar cumprimento a 14 mandados de prisão.

O Complexo do Alemão, Morro do Alemão ou simplesmente Alemão fica na Zona Norte do Rio de Janeiro e sua principal comunidade é o Morro do Alemão, embora haja dezenas de favelas pertencentes ao morro, espalhadas por extensões territoriais enormes.

É oficialmente um bairro, mas devido a sua enorme extensão, os limites da área do bairro e das favelas pertencentes aos morro se misturam com outros bairros da Zona Norte da capital, como Ramos, Higienópolis, Olaria, Penha, Inhaúma e Bonsucesso.

Justiça do Rio

A Justiça do Rio concedeu antecipação de tutela de urgência requerida pela Defensoria Pública do Estado do Rio para que o governo do Estado efetue, em 24 horas, o repasse de R$ 3,526 milhões, para o Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), que funciona como hospital-escola da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O hospital estava em risco de fechar as portas para atendimento aos pacientes devido à falta de pagamento aos fornecedores e prestadores de serviço.

A decisão da juíza Mabel Castrioto Meira de Vasconcellos, da 6ª Vara de Fazenda Pública do Rio, tem a finalidade de complementar o valor total da cota de repasse para a manutenção dos serviços, sob pena de multa diária de R$ 10 mil e que libere até o dia 27 de cada mês, para a Uerj, a cota financeira necessária para o pagamento integral das despesas de custeio mensais referentes ao Programa de Trabalho, que inclui o pagamento de prestadores de serviço, fornecedores e pessoal, atualmente no valor de pouco mais de R$ 7 milhões, devidamente atualizados, até o quinto dia útil do mês seguinte, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

A Secretaria Estadual de Fazenda liberou, na última sexta-feira (29), R$ 3,5 milhões de um total de R$ 7 milhões para o Hospital Universitário Pedro Ernesto para o pagamento de prestadores de serviço, fornecedores e pessoal.

– A decisão é de suma importância porque encerra um ciclo de insolvência financeira que acometia o Hospital Universitário Pedro Ernesto, restringindo a prestação de importantes serviços de saúde pelo hospital, e o conduzia ao seu fechamento, o que acarretaria, por certo, grave desassistência populacional, dada a importância histórica do Hupe, que reúne serviços de alta complexidade para todo o estado – disse a defensora pública, Thaísa Guerreira, uma das autoras da ação.

Em sua decisão, a juíza Mabel Vasconcellos disse que a impontualidade nos repasses traz a possibilidade de paralisação dos serviços. “Não se pode aceitar que o Estado deixe de repassar verbas essenciais para a manutenção dos serviços do hospital universitário, sem vislumbrar que essa omissão não encontra justificativa na mera desculpa de falta de recursos”.

A Procuradoria-Geral do Estado foi notificada da decisão e analisa o processo.