Polícia prende supostos líderes do ETA na França

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 17 de setembro de 2002 as 23:29, por: cdb

A polícia na França prendeu nesta terça-feira um homem e uma mulher suspeitos de serem líderes do grupo separatista basco ETA.

O casal – Juan Antonio Olarra Guribi e Ainhoa Mugica – foi preso próximo a Bordeaux, no sudoeste da França, numa operação conjunta da polícia francesa e espanhola.

De acordo com a imprensa espanhola, os dois suspeitos foram da Espanha para a França em 1996, de onde passaram a comandar várias operações do ETA.

O grupo separatista já foi responsável pela morte de 836 pessoas e feriu mais de 2, 3 mil desde 1968, numa campanha pela independência da região basca, no norte da Espanha e no sudoeste da França.

Prisões significativas

Essas foram as prisões mais significativas de suspeitos de integrar o ETA realizadas neste ano.

As autoridades espanholas consideraram as prisões uma grande vitória do governo do primeiro-ministro José María Aznar.

Claire Marshall, correspondente da BBC na região, diz que Olarra era considerado o atual líder militar do ETA – desde a prisão do chefe militar do grupo, Francisco Javier Garcia Gaztelu, em fevereiro do ano passado.

Ainhoa Mugica é acusada de fazer parte de um dos crimes mais expressivos do ETA: o assassinato do ex-chefe de Justiça da Corte Constitucional da Espanha Francisco Tomas y Valiente, em 1996.

O governo de Aznar vem liderando uma campanha para isolar o partido radical nacionalista Batasuna, o braço político do ETA, depois que o partido foi banido por decisão judicial.

Nos últimos meses, o ETA foi acusado de uma série de ataques a bomba com o objetivo de acabar com a indústria de Turismo espanhola.

Aznar ficou furioso quando o Batasuna recusou-se a condenar a explosão de um carro-bomba no resort de Santa Pola, há um mês, que matou uma menina de 6 anos e um homem de 57 anos.

Aznar prometeu perseguir o braço político do ETA. O Batasuna declarou que a contínua violência na Espanha é resultado do governo conservador de Aznar.