Polícia irá indiciar mais uma vez o traficante ‘Metralha’

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Publicado quinta-feira, 13 de dezembro de 2012 as 14:26, por: cdb
A polícia vai indiciar mais uma vez o traficante Silvano Brito, que foi preso na Bahia na terça-feira. Segundo as investigações, nas mensagens que o traficante
A polícia vai indiciar mais uma vez o traficante Silvano Brito, que foi preso na Bahia na terça-feira. Segundo as investigações, nas mensagens que o traficante

A polícia vai indiciar mais uma vez o traficante Silvano Brito, que foi preso na Bahia na terça-feira. Segundo as investigações, nas mensagens que o traficante mandava de Salvador para o Rio de Janeiro é possível constatar que ele comandava o tráfico de drogas e a compra de armas em algumas comunidades. De acordo com informações do portal G1, nas conversas o traficante Silvano pede a um comparsa que compre e cadastre chips de celular para evitar o rastreio da polícia. Ele diz: “Compra logo uns 10 chips e cadastra, mano, antes que babe pra mim. Vou te dar um CPF. Tu tem aí também?”. O comparsa responde: “Quantos você precisar eu tenho, valeu? Tem 30 mil números de CPF aqui”.

Silvano Brito recebeu o apelido de Irmão Metralha porque se tornou criminoso junto com mais dois irmãos. Um deles morreu e o outro está preso. Há 16 anos ele levou um tiro que o deixou paraplégico. Ele fugiu com uma namorada para a Bahia em 2010, quando o Exército ocupou o conjunto de favelas do Alemão. Esse ano ele foi condenado há cinco anos de prisão por tráfico de drogas.

De acordo com a delegada que comanda a operação que levou à prisão do traficante, agora ele vai responder por mais um crime. “Pela Polícia Civil ter descoberto que ele continuava comandando, de longe, várias comunidades aqui no Rio de Janeiro, ele vai responder por um novo processo, por tráfico de drogas e associação ao tráfico de drogas, que certamente redundará numa nova condenação, pois as provas são muito cabais contra Silvano Metralha”, afirmou a delegada Valéria de Aragão Sales.

A polícia não acredita que o preso tenha se envolvido com traficantes locais, mas diz que mesmo morando na Bahia, Silvano de Souza Brito chefiava o tráfico em duas comunidades da capital carioca e de outras duas localidades em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.