Polícia investiga pais de menores apreendidos no Rio

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Publicado quinta-feira, 24 de setembro de 2015 as 14:29, por: cdb

Por Redação, com ARN – do Rio de Janeiro:

Os 16 adolescentes acusados de envolvimento nos arrastões do último fim de semana, ouvidos em audiência de apresentação no Fórum Regional da Leopoldina na quarta-feira, foram internados provisoriamente em unidades do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

Desse total, 10 menores estavam acompanhados dos responsáveis. A audiência de continuação está marcada para outubro. A Justiça decidiu pela internação provisória dos adolescentes ao identificar indícios de autoria considerando a gravidade do fato, com fundamento no paragrafo único do artigo 108 do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA).

Desse total, 10 menores estavam acompanhados dos responsáveis
Desse total, 10 menores estavam acompanhados dos responsáveis

Na terça-feira, outros 13 menores, também com envolvimento nos episódios, passaram por audiências de apresentação, sendo que 12 foram internados provisoriamente em unidades do Degase e um recebeu remissão com advertência (quando o Ministério Público não representa contra o menor). Dos 13 adolescentes ouvidos, oito estavam acompanhados dos responsáveis. no total, 29 adolescentes foram apreendidos por realizar arrastões nas praias da Zona Sul.

A delegada titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), Cristiana Bento, informou que vai levantar o histórico familiar dos envolvidos nos arrastões para verificar se, antes de cometerem infrações, eles foram abandonados de alguma forma por seus responsáveis ou sofreram maus-tratos em casa. Caso isso tenha acontecido, os responsáveis poderão responder a inquéritos criminais.

Tumulto em ônibus

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse  que os adolescentes que se envolvem em tumulto em ônibus  “não chegarão à praia”. Pezão informou que já havia dado essa ordem desde que foi iniciada a Operação Verão. O governador acrescentou que esses adolescentes são monitorados por meio do serviço de inteligência, com o uso de tecnologia.

Segundo o governador, a pessoa pode estar de bermuda, descalça e se dirigir à praia que não tem problema algum. “Os que não queremos deixar chegar à  praia são aqueles que não pagam passagem, andam em cima do ônibus ou com a metade do corpo para fora, jogando latas (em quem passa) e roubando passageiros. Sabemos que não vai dar certo. Já fazíamos esse trabalho.”

Pezão disse ainda que o governo não tem a utopia de que vai conseguir patrulhar toda a orla e dar segurança para 2 milhões de pessoas que frequentam as praias do Rio em um final de semana. “Ficamos nove finais de semana com a praia lotada, com sol de verão, e não tivemos problema. Então, vamos continuar.”

O governador adiantou que vai pedir ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça do Rio que coloquem plantões nos fins de semana com os ônibus itinerantes. Da Defensoria Pública do Estado, Pezão quer apoio às ações da Polícia Militar. “Não vamos recuar no nosso trabalho”, concluiu.

Baleada em favela

Uma criança de 11 anos foi baleada na quarta-feira, durante tiroteio entre policiais e traficantes, na Favela Parque Alegria, no Caju, zona portuária do Rio. Herinaldo Vinícius da Santana ainda foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas acabou morrendo.

Moradores da comunidade se revoltaram e fecharam, no início da noite, pistas da Avenida Brasil e da Linha Vermelha. De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, houve um confronto com traficantes por volta das 16h e a circunstância da morte será apurada por um Inquérito Policial Militar (IPM).

A Polícia Civil investiga o caso e policiais da UPP do Caju que patrulhavam o local onde o menor foi baleado serão afastados do serviço nas ruas.

O policiamento foi reforçado pelo Comando de Operações Especiais (COE) e pelo Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE) nas vias no entorno do Caju.