Polícia francesa prolonga interrogatório de suspeito

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Publicado domingo, 22 de novembro de 2015 as 12:22, por: cdb

Por Redação, com Reuters – de Paris:

Policiais estenderam pelo quinto dia, neste domingo, a retenção de um homem detido na última quarta-feira em frente ao edifício onde o suspeito de ser o líder dos ataques em Paris morreu, informou o Ministério Público francês.

Jawad Bendaoud disse a uma TV francesa que lhe pediram para manter duas pessoas em seu apartamento por três dias, mas que não fazia ideia de que teriam qualquer relação com terrorismo. Ele foi então detido pela polícia.

De acordo com a lei antiterrorismo sancionada em 2006 na França, terroristas suspeitos podem ser detidos por até seis dias se houver risco sério e iminente de ataque terrorista ou para cooperar com pedido internacional. Após esse prazo, os suspeitos devem ser acusados ou libertados.

Policiais estenderam pelo quinto dia, neste domingo, a retenção de um homem detido na última quarta-feira
Policiais estenderam pelo quinto dia, neste domingo, a retenção de um homem detido na última quarta-feira

A polícia já liberou as outras sete pessoas detidas durante a incursão ao apartamento na semana passada, quando o presumido mentor dos atentados, Abdelhamid Abaaoud, e duas outras pessoas morreram.

A França lançou uma grande investigação para descobrir quem de fato esteve por trás dos ataques à bomba e à mão armada contra o estádio nacional, uma famosa casa de shows e vários outros bares e restaurantes, todos em Paris.

Investigadores acreditam que Abaaoud, um belga nascido no Marrocos que lutou pelo Estado Islâmico na Síria e foi um dos mais destacados recrutadores do grupo na Europa, foi o mentor por trás dos ataques.

Um dos agressores suspeitos, Salah Abdeslam, fugiu para a Bélgica um dia depois dos atentados, e o temor de novos ataques mortais levou as autoridades belgas a colocar Bruxelas sob alerta máximo.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, aconselhou a população a se manter alerta e não entrar em pânico, mas disse que a elevação do nível de segurança se devia a uma ameaça “séria e iminente” de ataques coordenados, similares aos de Paris.

 

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