Polícia espanhola desativa quarta ‘bomba de Natal’

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Publicado sexta-feira, 26 de dezembro de 2003 as 15:14, por: cdb

A Polícia espanhola desativou nesta sexta-feira, um explosivo colocado pela ETA numa linha de trem do norte do país, o quarto artefato localizado nas últimas horas, e parte da série de atentados que o grupo terrorista pretendia cometer em pleno Natal.

O explosivo, com dois quilos de dinamite, fora colocado na linha entre Zaragoza e Barcelona, no nordeste do país, propriamente no terminal municipal de Samper de Calanda, segundo fontes policiais.

A busca pelo artefato foi empreendida com base nas declarações à Polícia de dois supostos etarras detidos na quarta-feira passada no País Basco, Gorka Loran e Garikoitz Arruarte, que supostamente pretendiam detonar duas bombas na estação de Chamartín, uma das maiores da capital espanhola, na véspera de Natal.

Aos dois supostos terroristas, a Polícia espanhola também atribui a ativação de um explosivo na terça-feira passada, na linha Zaragoza-Alsasua, que não causou vítimas.

O novo artefato foi encontrado às 11.00 GMT (9.00 de Brasília) desta sexta e, depois de sua desativação, as autoridades ordenaram o restabelecimento do tráfego pela ferrovia, que havia sido suspenso horas antes.

Aparentemente, segundo fontes da luta antiterrorista, a bomba se encontrava dentro de uma marmita que os supostos terroristas tinham ocultado junto à via, para que explodisse por meio de um temporizador, mas não determinou quando deveria ser detonada.

Segundo explicou  o ministro espanhol de Interior, Gorka Loran e Garikoitz Arruarte reconheceram à Polícia ter colocado tanto este explosivo como o de terça-feira.

Também admitiram responsabilidade nos dois artefatos preparados em duas malas que tentaram colocar na véspera de Natal no trem que fazia o trajeto entre Irún (norte) e a estação de Chamartin, em uma das jornadas de maior tráfego de passageiros do ano.

Destes artefatos, um foi achado antes de ser colocado no comboio ferroviário e o outro acabou localizado e detonado na cidade castelhana de Burgos, depois da desocupação do trem e sem provocar vítimas nem danos de consideração.

O ministro do Interior afirmou que se houvessem explodido na chegada do trem a seu destino, seria uma “tragédia” de “grandes dimensões”, dada a dificuldade de evacuar uma estação como a de Chamartín, de grandes dimensões e centro de muitas conexões inter-regionais.

Para Acebes, a “ETA está muito abalada, graças à cooperação internacional, mas ainda tem capacidade para cometer atentados”.