Polícia do Rio identifica um dos assassinos de coronel

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Publicado sexta-feira, 27 de outubro de 2017 as 12:48, por: cdb

O coronel viajava no banco do carona e chegou a ser levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou nesta sexta-feira que já foi identificado um dos autores da sequência de tiros contra o carro onde estava o coronel Luiz Gustavo Teixeira, comandante do 3° Batalhão da Polícia Militar, no bairro do Méier, zona norte do Rio.

Coronel Luiz Gustavo Teixeira chegou a ser levado para hospital, mas não resistiu aos ferimentos

Na quinta-feira, o carro do coronel Teixeira, que estava descaracterizado, foi atingido quando passava pela Rua Hermengarda. O coronel viajava no banco do carona e chegou a ser levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos.

No dia anterior, mesmo o Complexo do Lins foi ocupado pelas forças de segurança em busca dos assassinos e o disque-denúncia ofereceu recompensa de R$ 5 mil por informações sobre os autores do crime.

Comandante da PM

O comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Wolney Dias, pediu reforço das Forças Armadas na operação de busca aos criminosos que mataram, na tarde de quinta-feira, o comandante do 3º BPM, no Méier, coronel Luiz Gustavo Teixeira, durante um assalto. Uma grande operação foi montada nos morros do Complexo do Lins, na zona norte, com a participação de 300 policiais de diversos batalhões, para tentar prender os assassinos.

– Falei com o secretário de Segurança sobre a possibilidade de receber apoio das Forças Armadas. Pedi uma reunião com o comandante Militar do Leste, que já se colocou à disposição. Houve uma reunião nesta sexta, tão logo possível, para que possamos contar com essa valiosa e imprescindível ajuda das Forças Armadas”, disse o coronel.

– Nós estabelecemos uma parceria muito profícua com o Comando Militar do Leste (CML), na pessoa do general Braga Neto, que tem nos apoiado incondicionalmente, sempre estando à disposição. Penso que no menor espaço de tempo isto poderá acontecer – disse o comandante.

Wolney Dias lamentou a morte do oficial e disse que a corporação tem manchado com sangue e suor o solo do Rio de Janeiro. Além do comandante do 3º BPM, um outro policial militar foi vítima de assalto, em Guadalupe, aumentando para 112 o número de PMs mortos no estado este ano

Operação

A Polícia Militar fechou a Estrada Menezes Côrtes, conhecida como Grajaú-Jacarepaguá; por medida de segurança, devido à operação contra o tráfico de drogas que a corporação está fazendo no Complexo do Lins; após a morte do comandante do batalhão do Méier.

Vídeos que chegaram à corporação mostram que os criminosos que ocupavam um carro Audi, roubado; e uma motocicleta, faziam um arrastão na Rua Lins de Vasconcelos com a Rua Hermengarda, na hora em que o coronel passava de carro, acompanhado do motorista da unidade; o cabo Nei Filho. O oficial voltava da zona sul, onde tinha participado da troca de comando no batalhão da PM, no Leblon.

O coronel estava fardado, o que provocou dezenas de tiros contra o carro do militar. O cabo Nei Filho; que dirigia o veículo estava à paisana, e chegou a trocar tiros com os criminosos; junto com o coronel que levou um tiro de fuzil no rosto e caiu do lado de fora do veículo. O cabo levou um tiro na perna, mas sem gravidade. Em seguida, os criminosos fugiram para uma das favelas que compõem o Complexo do Lins.

O Complexo do Lins é formado por 12 comunidades, que surgiram entre as décadas de 1930 e 1960. A construção e inauguração da Avenida Menezes Côrtes (de 1950 a 1955) movimentou a região. A comunidade Camarista Méier foi formada por volta da década de 1950. O Complexo do Lins e a comunidade Camarista Méier receberam Unidades de Polícia Pacificadora, em 2013.

Pesar

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança se solidarizou “com a dor e sofrimento dos familiares; amigos do comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar do Méier, Luiz Gustavo Lima Teixeira, de 48 anos; e de toda a classe policial. Todos os esforços estão sendo feitos para que, na forma da Lei; os responsáveis por essa afronta ao Estado e à sociedade não fiquem impunes e sejam punidos.”