Polícia do Pará já tem retrato falado dos autores da chacina

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Publicado segunda-feira, 15 de setembro de 2003 as 19:38, por: cdb

Cerca de 300 homens das Polícias Militar e Civil do Pará estão nas estradas e matas de São Félix do Xingu, no sul do Pará, para tentar prender os pistoleiros que na última sexta-feira mataram com tiros na cabeça sete trabalhadores rurais e o fazendeiro Antonio Vieira da Silva dentro da Fazenda Primavera.

Cinco suspeitos já foram identificados por dois sobreviventes da chacina e estão sob proteção policial. O retrato falado de 12 suspeitos foram elaborados com a ajuda de testemunhas e estão auxiliando as investigações.

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) trouxe de São Félix para Belém, no final da tarde desta segunda-feira, os corpos das oito vítimas para serem periciados no Instituto de Polícia Científica Renato Chaves. A autópsia não pode ser feita em São Félix por falta de equipamentos adequados.

Além do dono da fazenda, Antônio Vieira da Silva, as vítimas identificadas foram os empregados Justino Pereira da Silva, Antônio da Conceição, e mais cinco homens conhecidos por Pedro Formiga, Eliseu, Maurício, Penteado e Baixinho Moreno.

O diretor da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca), José Alcântara, está na região com outros quatro delegados ouvindo as testemunhas e moradores de fazendas próximas ao local onde ocorreu a matança.

Alcântara informou que a área onde aconteceram os crimes é reclamada pelo fazendeiro Tadeu Bitar. Segundo as investigações, Antônio Vieira da Silva havia adquirido uma área de 170 alqueires dentro da Fazenda Primavera e contratou sete trabalhadores para a limpeza do terreno.
Bitar não teria gostado e dado prazo para que Silva e seus homens deixassem o local. Há cerca de um mês, oito homens estiveram na fazenda e ameaçaram de morte os trabalhadores caso não cumprissem as ordens de Bitar. Silva decidiu ignorar a ameaça e continuar a limpeza do terreno.