Polícia diz que médico baleado no Humaitá foi queima-de-arquivo

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Publicado quarta-feira, 23 de maio de 2007 as 17:05, por: cdb

É grave o estado de saúde do médico Eduardo Falcão Pinto, 53 anos, baleado na manhã da última terça-feira na Rua Maria Eugênia, no Humaitá, Zona Sul do Rio, internado no Hospital Marcílio Dias.

Policiais da 10ª DP (Botafogo) descartaram a hipótese de assalto, e confirmaram nesta quarta-feira que o médico sofreu uma tentativa de homicídio. Eduardo Falcão cancelou contratos de prestadores de serviço da Caixa de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro (Caarj), onde fazia uma auditoria, depois de constatar irregularidades nos documentos.

Falcão foi contratado em janeiro pela nova diretoria da Caarj para fazer a auditoria. O objetivo
era rever contratos, analisar despesas com clínicas, hospitais e médicos credenciados, para reequilibrar as contas deixadas pela última administração.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio (OAB-RJ), Wadih Damous, confirmou aos policiais encontrada uma série de falhas administrativas e irregularidades. Dois homens num Honda Civic foram vistos por testemunhas como os responsáveis pelos seis tiros que atingiram o médico.

Os criminosos deixaram o local sem nada levar da vítima. O médico está internado em estado de coma.

A diretoria da Caarj não informou quais contratos foram rescindidos e preferiu não se manifestar. A situação crítica da Caarj foi um dos principais temas discutidos nas eleições para a OAB no fim do ano passado.

Os altos preços cobrados dos associados e a baixa qualidade dos serviços prestados foram questionados na campanha.