Polícia desarticula quadrilha que vendia duas toneladas de cocaína por mês

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Publicado quarta-feira, 29 de junho de 2016 as 11:08, por: cdb

Durante as ações da PF, mais de três toneladas de cocaína e cerca de US$ 10 milhões foram apreendidos do núcleo boliviano da quadrilha e identificados no Brasil

Por Redação, com ABr – de Brasília/São Paulo:

Uma organização criminosa de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, responsável pelo ingresso no Brasil de duas toneladas de cocaína por mês, foi desarticulada nesta quarta-feira pela Polícia Federal durante a Operação Quijarro. Os traficantes atuavam no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Cerca de 150 policiais cumprem 81 mandados judiciais
Cerca de 150 policiais cumprem 81 mandados judiciais

Cerca de 150 policiais cumprem 81 mandados judiciais, sendo 14 de prisão preventiva, 17 de busca e apreensão em imóveis, 43 de busca e apreensão de veículos e sete de condução coercitiva nas cidades de Londrina e Araucária(PR), Corumbá(MS), Martinópolis, Presidente Prudente, em São Paulo, e na capital paulista.

Logística

De acordo com as investigações, que começaram em janeiro de 2015, um dos grupos responsáveis pela logística do transporte da cocaína estava instalado em Londrina, com ramificações na Bolívia, Colômbia e Espanha.

A cocaína era transportada em caminhões e carretas com fundos falsos especialmente preparados para o transporte da droga, utilizando-se da simulação de cargas lícitas para driblar a fiscalização, bem como de motoristas que já tinham conhecimento de que transportavam a substância entorpecente.

Durante as ações da PF, mais de três toneladas de cocaína e cerca de US$ 10 milhões foram apreendidos do núcleo boliviano da quadrilha e identificados no Brasil os imóveis que eram usados como entrepostos para o carregamento, descarregamento e confecção de “fundos falsos”.

Infrações de jovens

Um levantamento feito pelo promotor de Justiça de São Paulo Eduardo Del Campo mostra que apenas 26% das infrações cometidas por crianças e adolescentes são feitas com violência ou grave ameaça. O estudo, realizado entre setembro de 2014 e agosto de 2015, é baseado em 1,5 mil entrevistas feitas com crianças e adolescentes infratores na capital paulista.

O levantamento mostra que 61% das infrações não têm violência ou grave ameaça e 13% são feitas com violência média. De acordo com o promotor, 42% das infrações sem violência são atos como a receptação, que têm repercussão social, ou seja, podem causar o aumento de outros crimes.

– Embora o envolvimento de crianças [em atos infracionais] choque, o número dessas ocorrências é muito pequeno, é residual. Um caso choca a opinião pública, principalmente quando tem a morte dessa criança. Mas ele ainda é, felizmente, residual – disse o promotor.

Segundo o levantamento, 57% das crianças e adolescentes infratores entrevistados estavam estudando. No entanto, 43%, estavam fora da escola. Desses, a maioria (37%) alegou falta de interesse; 15%, necessidade de trabalhar; e 14%, ausência de vaga.

– A solução é educação. Educação em todos os seus aspectos, educação para cidadania. Educação das famílias, retorno do professor à posição que ele merece. Um país como o Brasil, que faz o que faz com seus mestres, não vai para a frente. Essa é a solução a longo prazo – destacou o promotor.