Polícia deflagra operação para prender fraudadores de concursos públicos

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 21 de outubro de 2015 as 11:38, por: cdb

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira em São Paulo, no Paraná, Rio de Janeiro, em Alagoas e Rondônia, a Operação Afronta, para desarticular uma organização criminosa que frauda concursos públicos do Poder Judiciário em todo o país. A fraude foi detectada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que notou irregularidades no último concurso para os cargos de analista judiciário e técnico judiciário. Os documentos foram encaminhados à PF para instauração de inquérito. Os candidatos suspeitos tinham feito a prova em Sorocaba.

Segundo a PF, a investigação apurou que os líderes do grupo monitoravam a publicação de editais de concursos públicos, inscreviam no exame candidatos interessados em ingressar na carreira mediante fraude e também os chamados pilotos – membros da organização que se inscrevem no concurso para fotografar o caderno de questões com microcâmeras durante a prova.

A fraude foi detectada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que notou irregularidades no último concurso
A fraude foi detectada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que notou irregularidades no último concurso

Esses “pilotos” saíam da sala de aula depois do tempo de permanência exigido, de uma hora, e repassavam as fotos das folhas ao líder da organização que providenciava a correção das questões com o auxílio de outros comparsas. No final, as respostas eram repassadas aos candidatos por meio de ponto eletrônico, dispositivo intra-auricular de comunicação, que se conecta ao celular do candidato.

Fundação Casa

A Polícia Militar está a procura de seis adolescentes que escaparam da unidade da Fundação Casa, no bairro de Pirituba, zona noroeste da cidade de São Paulo, por volta das 1h30 desta quarta-feira. Até as 9h30, nenhum desses menores tinha sido encontrado.

A Fundação Casa informou que será instaurada sindicância para apurar como esses internos conseguiram sair do local. Caso sejam recapturados, eles serão submetidos à análise da Comissão de Avaliação Disciplinar, que poderá aplicar sanções. A comissão é composta por servidores de várias áreas do próprio centro socioeducativo.

Desde setembro, têm sido frequentes os casos de fuga envolvendo os menores da Fundação Casa. O episódio mais recente ocorreu no último dia 12, quando 42 dos 64 internos da unidade de Santos, no litoral paulista, fugiram. Nesse caso, cinco funcionários foram feitos reféns e ao deixar a unidade, os adolescentes utilizaram um barco para conseguir chegar a uma comunidade próxima, conhecida como Favela do Caixão.

A assessoria de imprensa da Fundação Casa informou que ainda não tem um balanço das ocorrências.