Polícia de Porto Alegre descobre central telefônica clandestina usada por presos

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Publicado segunda-feira, 20 de outubro de 2003 as 01:24, por: cdb

Um trabalho conjunto de nove meses entre a 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre e da Assessoria de Inteligência da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) resultou na descoberta e fechamento de uma central telefônica clandestina na cidade de Gravataí.
 
Segundo as investigações, esta central era utilizada por detentos de vários presídios do Estado se comunicarem entre eles ou até mesmo com pessoas em liberdade.  Os presos sempre ligavam a cobrar para a central, que realizava uma ponte com o número desejado. Cada preso cadastrado pagava R$ 15 por semana. Às vezes, a central era controlada por amigos e até por namoradas de detentos que recebiam senhas para utilizar os serviços.

A central telefônica era registrada no nome de um ‘laranja’, uma pessoa com documentos falsos. As ligações eram repassadas sem o pagamento da conta. Esta central de Gravataí fazia em média 60 ligações por dia e a conta chegava até R$ 2,5 mil por mês.

O monitoramento da polícia e da Susepe revelou que os presos encomendavam drogas através da central. Os detentos não paravam por aí e chegaram até a negociar compra de armas. Também havia esquema envolvendo celulares. Além de assaltos, os presos também utilizavam a central clandestina para encomendar homicídios. Tudo era elaborado e encomendado de dentro dos presídios.

Através do trabalho conjunto entre Susepe e a 4ª DP, em nove meses, vários crimes foram impedidos, 38 pessoas foram presas e cerca de 60 foram indiciadas.