Pneumonia ameaça crescimento econômico da China

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Publicado quinta-feira, 17 de abril de 2003 as 09:14, por: cdb

O governo da China anunciou crescimento recorde de 9,9% na sua economia no primeiro trimestre de 2003, em meio aos crescentes temores de que a epidemia também chamada de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) possa reduzir esse resultado em pelo menos meio ponto percentual.

Foi o maior crescimento registrado pela China nos últimos seis anos, mas o vírus da pneumonia – que provoca sintomas como os de uma forte pneumonia e já infectou 1,4 mil chineses, matando pelo menos 64 – pode mudar a situação, segundo analistas entrevistados pela correspondente da BBC em Pequim, Holly Williams.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que os custos da doença em todo o mundo possam atingir US$ 30 bilhões.

Analistas internacionais, apesar de costumarem ser cautelosos ao rever os números apresentados pelo governo chinês, admitem que os resultados apresentados pelas autoridades denotam uma boa dose de confiança do governo no crescimento da economia.

Desconfiança

A confiança na capacidade da administração chinesa de controlar a epidemia da nova pneumonia é, no entanto, bem menor, segundo a corrrespondente da BBC Holly Williams.

As autoridades terão a medida aproximada das proporções do prejuízo causado pela SRAG em duas semanas, no feriadão de 1º de maio, que normalmente atrai milhares de consumidores ao comércio.

Este ano, os temores da nova pneumonia podem afastar as pessoas das lojas.

Enquanto isso, as autoridades de Hong Kong começaram, nesta quinta-feira, a medir a temperatura de viajantes que desembarcam no país para tentar evitar a proliferação do vírus.

As medidas de prevenção, que incluem controle estrito nas fronteiras do território, foram anunciadas depois que mais cinco mortes caudas pela doença vieram à tona, elevando o total de casos para 61.

Em Cingapura, o governo reiterou que não vai fechar as fronteiras por medo da nova pneumonia, já que isso poderia trazer danos à economia local.

Pelo menos 13 pessoas já morreram no país em decorrência da Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Em todo o mundo, o número de vítimas do vírus já atingiu 150, e mais de 3 mil estão infectadas.