PF pode partir para greve geral, diz sindicalista

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Publicado terça-feira, 22 de maio de 2007 as 19:41, por: cdb

O presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Telmo Correa Pereira dos Reis, disse nesta terça-feira  que a paralisação da categoria transcorre “a todo vapor”.

A greve por 72 horas teve início nesta terça-feira e está prevista para terminar no dia 24, a categoria espera se reunir com representantes do Ministério do Planejamento.

– Vamos negociar com o governo, mas se o governo se negar a cumprir o acordo que ele mesmo propôs, vamos deliberar em assembléia uma greve geral, um movimento de pressão radical -, disse.

Segundo ele, todos os agentes e delegados da Polícia Federal no estado estão parados, à exceção de policiais lotados em serviços essenciais, como expedição de passaporte urgente para casos de saúde; telecomunicações; apoio de viaturas; manutenção e guarda de armamentos; proteção a testemunhas; e cumprimento de mandados de prisão. Os funcionários administrativos não participam do movimento.

Pereira dos Reis acrescentou que as operações de grande porte realizadas nos últimos dias pela Polícia Federal, como a Operação Navalha, não serão prejudicadas pela greve.

– Elas não vão ter descontinuidade porque ainda estão à cata de provas para instruir as medidas cautelares devidas e, inclusive, alimentar a  possível denúncia do Ministério Público contra os investigados -, disse, acrescentando que a interrupção desses trabalhos seria “irreversível”, pois “prejudicaria a perseguição criminal”.

De acordo com ele, a principal reivindicação de agentes e delegados da PF é o reajuste salarial de 30%, que teria sido acordado pelo próprio governo em dezembro de 2006.

– O governo federal atrasou o pagamento. Sem nenhuma explicação ou justificativa, resolveu negar o acordo. Agora ele retomou, dizendo que só pode pagar parcelado -, explicou.

O sindicalista disse que a categoria até poderia aceitar o pagamento em duas parcelas desde que o pagamento fosse feito integralmente no decorrer de 2007, retroagindo a dezembro de 2006.

– Não tem nenhuma intransigência da nossa parte. Eles [o governo] estão intransigentes contra eles mesmos -, afirmou.

Os agentes e delegados da PF agendaram assembléias para 4, 5 e 6 de junho, quando pretendem reavaliar a paralisação, que poderá prosseguir.