PF corrige para 21 números de presos em Operação Ouro Negro

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Publicado segunda-feira, 28 de maio de 2007 as 20:59, por: cdb

A Polícia Federal (PF) ainda procura oito pessoas acusadas de fazer parte de um grupo envolvido com contrabando e descaminho na região do Lago da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Desde a  manhã desta segunda-feira, 157 policiais federais e civis participam da Operação Ouro Negro, concentrada em 11 municípios do Oeste do Paraná e do estado de Mato Grosso do Sul.

No final da tarde, a assessoria de Comunicação Social da PF na cidade de Foz do Iguaçu divulgou um novo balanço da operação, em que corrigiu o número de prisões já efetuadas. Foram detidas 21 pessoas, e não 22, dos 29 mandados expedidos. Dentre os presos está um policial civil e outro está foragido. Também foram detidos dois policiais militares, um deles já exonerado. Em Mato Grosso do Sul, um mandado de prisão ainda não foi cumprido.

Nos dois estados, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão. De acordo com a PF, a operação resultou na apreensão de 25 carros, quatro caminhões, cinco motos, dois barcos, armas, documentos, dinheiro, cheques e mercadorias.

No início das investigações, há dois anos, a PF informou que acreditava se tratar de um grupo especializado no contrabando de pneus, por isso o nome Ouro Negro para a operação. Mas depois foi descoberta a variedade de produtos contrabandeados, de acordo com o mercado e com a facilidade de escoamento: as mercadorias eram compradas no Paraguai e comercializadas em todo o Brasil.

A PF descobriu várias fazendas de brasileiros que residem no Paraguai, às margens do Lago de Itaipu, e que eram usadas como depósitos – o comerciante paraguaio entregava o produto em local pré-determinado na margem paraguaia do lago e de lá as mercadorias eram distribuídas. Ainda segundo a PF, desde outubro de 2005 já foram apreendidas mercadorias avaliadas em aproximadamente R$ 2,3 milhões.