PF abre mais dois inquéritos no caso dos fiscais

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 19 de maio de 2003 as 23:43, por: cdb

A Superintendência da Polícia Federal no Rio decidiu abrir dois inquéritos para investigar o esquema que teria sido utilizado para a lavagem de dinheiro público por parte de suspeitos de enviar, ilegalmente, US$ 33,4 milhões para o banco suíço Discount Bank and Trust Company, de Zurique.

Partiu do delegado Marcos DAvid Salem a iniciativa de sugerir a abertura das investigações, no relatório final do inquérito que chega nesta terça-feira ao Ministério Público Federal. O texto aponta 33 indiciados por crimes que vão de sonegação fiscal a concussão. A procuradoria terá cinco dias para a denúncia, mas os novos inquéritos não dependem dela.

A PF busca o uso de imóveis e empresas offshore para “lavar” recursos de origem não comprovada. Serão investigados empresários e advogados aparentemente especializados na criação de firmas de fachada e sua utilização para investimentos reais, por intermédio de “laranjas”, escondendo a verdadeira propriedade dos recursos e sua origem.

Conforme suspeita a PF, os dólares devem ser produto de extorsão na Secretaria da Fazenda do Rio. Os policiais descobriram indícios que ligam alguns dos acusados – cinco fiscais estaduais e sete auditores federais ao todo – aos empresários Alexandre Martins e Reinaldo Pitta, procuradores do atacante Ronaldo, da Seleção Brasileira. Os dois são suspeitos de ajudar os acusados a enviar dinheiro ilegalmente para fora do País.