Pesquisas mostram vitória de Sarkozy em eleições parlamentares

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Publicado segunda-feira, 21 de maio de 2007 as 11:08, por: cdb

A campanha para as eleições parlamentares francesas começou nesta segunda-feira, com pesquisas indicando que o partido do presidente Nicolas Sarkozy fará uma ampla maioria para aprovar reformas, enquanto a esquerda levará uma nova surra nas urnas.

O conservador Sarkozy se elegeu presidente prometendo reformas, mas só poderá agir depois da eleição de parlamentares em 10 e 17 de junho, quando deve convocar uma sessão parlamentar especial, apesar do recesso de verão, para aprovar suas primeiras medidas.

O novo presidente nomeou esquerdistas para alguns cargos importantes no gabinete divulgado na sexta-feira, e com isso pretende se apresentar como um líder aberto e conciliador.

O primeiro-ministro François Fillon lidera a campanha e se reuniu na segunda-feira com dirigentes do partido UMP para traçar a estratégia. Cerca de 12 membros do governo, inclusive Fillon, disputam uma vaga parlamentar.

Os socialistas, desnorteados desde a derrota da candidata Ségolène Royal no segundo turno presidencial de 6 de maio, pediram aos eleitores que ajudem a oposição a formar uma grande bancada que obrigue Sarkozy a atenuar seu programa.

Segundo pesquisa do instituto TNS-Sofrès divulgada pelo jornal Le Figaro, os franceses aprovam o gabinete de Sarkozy, e isso deve se traduzir em votos para seu partido no Parlamento.

De acordo com a pesquisa, 40% devem votar em candidatos do partido UMP no primeiro turno da votação distrital para o Parlamento, no dia 10. Os socialistas devem receber apenas 28% dos votos.

Dessa forma, a bancada governista passaria dos atuais 359 lugares para algo entre 365 e 415, de um total de 577 vagas, uma maioria suficiente para aprovar reformas delicadas, como trabalhista e previdenciária, apesar dos protestos da oposição.

O ex-primeiro-ministro socialista Laurent Fabius admitiu que há muitos problemas no coração do Partido Socialista, mas defendeu lidar com eles depois das eleições legislativas, porque, do contrário, vamos ter um desempenho completamente patético.