Pesquisa aponta Brasil como o 21º país mais caro para negócios

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Publicado terça-feira, 11 de dezembro de 2001 as 17:24, por: cdb

O Brasil está situado na 21ª posição do ranking dos países mais caros para se fazer negócios. A avaliação é resultado de pesquisa da consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), que avaliou os custos para se abrir ou operar um negócio nos 31 países que mais atraem investimentos diretos.

Para elaborar o ranking, a consultoria avaliou estatísticas relacionadas a oito categorias: custos trabalhistas, viagens de negócios, custos para pessoal expatriado, impostos corporativos, níveis de corrupção, aluguel comercial, telecomunicações e custos de transporte.

Entre os cinco países da América Latina e Caribe analisados no estudo, intitulado “Comparações dos Custos de Negócios no Mundo”, o Brasil só não é mais barato que o Chile, que ocupa o 26º lugar e é quem apresenta os custos de negócios mais baratos da região. Brasília ganha, porém, da Argentina, que ocupa a 13ª posição, da Venezuela, 18ª, e do México, 20º.

O Brasil está bem colocado nessa tabela inversa pois apresenta os custos de mão-de-obra mais baratos na América Latina, enquanto que o Chile é o mais barato da região pois a economia do país é mais desregulamentada que a dos vizinhos e apresenta uma estrutura tarifária menor. A Argentina, por sua vez, tem itens como o transporte e as telecomunicações particularmente caros.

Na avaliação da consultoria, o país mais caro do planeta para se realizar negócios é o Japão, por causa dos altíssimos custos trabalhistas, dos aluguéis comerciais elevados e dos custos de expatriação. E em segundo lugar na tabela estão os Estados Unidos, seguidos apenas por europeus: Alemanha, Reino Unido e Bélgica. Da Europa Ocidental, a Espanha foi classificada como a mais barata para se realizar ou abrir um negócio.

Mais caros que o Brasil também estão os chamados Tigres Asiáticos: Hong Kong, Coréia do Sul, Taiwan e Cingapura. Os países mais baratos entre todos os analisados foram a Hungria, a Indonésia e a Tailândia.

Em 1997, a EIU divulgou relatório semelhantes, sendo que a Alemanha liderou o ranking, seguida pelos EUA, mas o Japão não foi incluído na pesquisa naquela ocasião.