Peru pretende acabar com ameaças terroristas

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Publicado quinta-feira, 10 de julho de 2003 as 04:32, por: cdb

O ministro da Defesa do Peru, Aurelio Loret de Mola, afirmou nesta quarta-feira, que a estratégia implementada pelo governo peruano permitirá terminar com a ameaça dos terroristas no país andino.

 

Em declarações ao Canal N da televisão a cabo local, Loret de Mola disse que a estratégia é denominada “reencontro” e procura combater os remanescentes do Sendero Luminoso com o apoio dos serviços de inteligência, da “revitalização” das Forças Armadas e da polícia e dos Comitês de Autodefesa camponeses.

Acrescentou que a nova estratégia foi iniciada com a perseguição dos terroristas que seqüestraram há pouco mais de um mês 71 trabalhadores da empresa argentina Techint em Ayacucho, que “continuará nas próximas semanas”.

Ele assinalou que também foram incluídas ações de desenvolvimento econômico e social da zona em emergência e que compreende os departamentos andinos de Junín, Ayacucho, Apurímac, e a província de Convención, no Cuzco.

– O desenvolvimento das zonas permitirá reduzir a presença terrorista – disse ele para depois agregar que a subversão aparece “normalmente em zonas de pobreza extrema combinadas com a falta de presença do Estado e uma geografia inóspita, mais o cultivo da coca”.

O ministro disse que as operações militares e da polícia, junto com as recompensas para os informantes que ajudarem a capturar líderes do Sendero, contribuirão para combater e acabar com o grupo criminoso.

Loret de Mola falou que nas zonas selváticas do Alto Huallaga e dos vales do Río Ene e Apurímac há 135 homens armados, sem contar a “a massa cativa”, formada por mulheres e crianças escravizadas pelos membros do Sendero.

O ministro explicou que os terroristas da zona do Huallaga obedecem a um líder conhecido como “Artemio” e não têm nenhum contato com os das zonas do Ene e Apurímac, cujo líder militar é o camarada “Alipio”.

– É uma gente violenta que sempre esteve por aí – declarou, dizendo em seguida que possuem fuzis, metralhadoras e “vinculação comprovada” com o narcotráfico.

O Sendero Luminoso voltou a realizar ações subversivas no Peru com o seqüestro dos trabalhadores da Techint, depois do que aconteceu uma série de incursões em povoados afastados e cobranças de pedágio em estradas rurais.