Pelo menos 46 mortos em atentado na Chechênia

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Publicado sexta-feira, 27 de dezembro de 2002 as 23:56, por: cdb

Um motorista suicida passou com seu caminhão por três postos de segurança e detonou cerca de uma tonelada de explosivos que transportava em frente ao prédio do governo pró-Rússia em Grozny, a capital da república separatista da Chechenia. Pelo menos 46 pessoas morreram e 76 ficaram feridas, segundo o ministério russo do Interior.

Uma segunda explosão, aparentemente de um carro-bomba, aconteceu cerca de 30 segundos depois, próximo do local da primeira.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi informado das explosões, que colocaram em dúvida as declarações do Governo de que a Chechênia estava voltando à normalidade após quatro anos de conflito entre tropas russas e separatistas chechenos.

O site checheno de Internet kavkazcenter.com afirmou que “mujahideen” chechenos executaram os atentados.

Segundo autoridades, a explosão deixou uma cratera de nove metros de diâmetro e três metros de profundidade em frente ao prédio, um dos poucos do centro de Grozny que tinham sido completamente reformados após anos de conflito.

Imagens do local mostraram pessoas encobertas de poeira e sangue saindo dos escombros e outras sendo carregadas para fora.

As Forças Armadas russas, que lutam contra os separatistas da Chechenia por quase uma década, intensificaram as operações na região depois que um grupo de rebeldes tomou um teatro de Moscou, em outubro passado, fazendo mais de 700 reféns, do quais 128 morreram em meio à operação de resgate.

Na semana passada, a Polícia russa declarou ter detido dois chechenos que carregavam granadas e material explosivo em seus cintos.

Moscou ordenou a primeira intervenção militar na Chechênia em 1994, três anos após a república separatista declarar sua independência.

As forças russas se retiram em 1996, retornando em outubro de 1999, depois que rebeldes chechenos invadiram a vizinha república russa do Daguestão.

A maioria dos chechenos é muçulmana, tendo adotado o Islã quando a região fazia parte do Império Otomano.