Pela sétima semana seguida, mercado reduz projeção para inflação oficial este ano

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Publicado segunda-feira, 20 de junho de 2011 as 06:12, por: cdb
Atualizado em 14/11/16 21:05
BC
O BC divulga, toda segunda-feira, o boletim Focus

Enquanto a projeção para a inflação oficial neste ano continuou a cair, a estimativa para 2012 subiu novamente, segundo o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC) feita com base em estimativas de analistas de mercado para os principais indicadores da economia.

A expectativa dos analistas é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre este ano em 6,18%, não mais em 6,19% como previsto no boletim divulgado na segunda-feira passada. Esta é a sétima semana seguida de queda na estimativa para o índice. Já a projeção para o próximo ano subiu pela segunda semana seguida, ao passar de 5,13% para 5,18%.

As projeções para a inflação medida pelo IPCA estão acima do centro da meta de 4,5%, que tem ainda margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 6,5%.

Quando o BC considera que a economia está muito aquecida, com trajetória de inflação em alta, a taxa básica de juros, a Selic, é elevada. Na avaliação dos analistas, a taxa deve encerrar 2011 em 12,50% e 2012 em 12,25% ao ano. Atualmente a Selic está em 12,25% ao ano.

A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que continua em 5,83%, neste ano, e em 4,80%, em 2012.

A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), neste ano, caiu de 6,14% para 6,05%. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), neste ano, a estimativa foi alterada de 6,30% para 6,28%. Para 2012, a previsão para esses dois índices permanece em 5%.

A estimativa dos analistas para os preços administrados permanece em 5%, em 2011, e em 4,50%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo.

PIB e juros

Os analistas financeiros também confirmaram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do país, que deverá crescer 3,96% em 2011 e 4,10% em 2012. Já a taxa Selic tende a chegar ao fim do ano em 12,50% e terminar o próximo exercício em 12,25%.

O boletim Focus trouxe ainda a repetição do prognóstico para a taxa de câmbio. Assim, o dólar deve fechar este ano a R$ 1,60 e terminar 2012 a R$ 1,70. Também foram reafirmadas as perspectivas para o déficit em conta corrente, em US$ 60 bilhões agora e em US$ 70 bilhões no ano seguinte. No caso da balança comercial, deve haver superávit de US$ 20 bilhões em 2011, inalterado, e de US$ 10,08 bilhões em 2012, pouco abaixo dos US$ 10,10 bilhões esperados antes.

Em investimento estrangeiro direto, a estimativa é de ingresso de US$ 51,30 bilhões neste calendário e de US$ 46 bilhões no exercício seguinte, acima dos US$ 50 bilhões e dos US$ 45 bilhões previstos anteriormente para esses respectivos períodos. Para a produção industrial, o prognóstico é de ampliação de 3,44% em 2011 e de 4,50% em 2012.