Pecar é bom, diz Reynaldo Gianecchini à revista

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Publicado terça-feira, 22 de maio de 2007 as 15:29, por: cdb

A edição de maio da RG Vogue, editada pela Carta Editorial, chega às bancas pegando e fogo para a alegria das leitoras. O ator Reynaldo Gianecchini mostra toda a sensualidade tanto na capa quanto no recheio da RG. Solteiro, baladeiro e sem pretensão de namorar tão cedo, Reynaldo revela alguns segredos e afirma que “pecar é bom”.
 
As fotos mostram um Gianecchini jamais visto antes. Na entrevista, descontraída e solta, ele faz confissões inéditas. Diz, por exemplo, que nunca sofreu por amor. Nunca perdeu o sono, o apetite nem o tempo. Não que seja insensível. Costuma se declarar aos amigos, chora em casamento e ultimamente a música de Roberto Carlos, Cama e Mesa, encabeça a trilha sonora do galã, solteiro depois de quase nove anos de casamento com a jornalista Marília Gabriela.
 
Com o rompimento, a vida de Gianecchini mudou um bocado, já que trocou a rotina caseira por trio elétrico em Salvador, cerveja na praia do Recreio com os amigos, poucas horas de sono e noitadas. Muitas noitadas. Não sobra tempo para fossa. Mas sobra algum para o trabalho. Este ano levou uma peça a Portugal, encarna um controvertido mocinho na próxima novela das sete, da TV Globo, e tem dois filmes para lançar. Em Primo Basílio, com estréia prevista para junho, ele interpreta Jorge, o marido traído do personagem principal do livro de Eça de Queirós. Um rapaz plácido, reservado, recolhido. Definitivamente nada a ver com Gianecchini. Pelo menos não agora.

O ator afirma na revista que não “há nada mais sexy do que mulher inteligente”. A primeira paixão, ele lembra bem: estatura mediana, cabelo nem curto, nem longo, olhos castanhos. Assim, uma menina normal, como tantas outras de Birigüi, sua cidade natal, no interior de São Paulo. Gianecchini não tem um tipo de mulher. Mas acha Angelina Jolie quente e sexy, Cate Blanchett fria e linda. De resto, é cada um com seu cada um.

– Não acredito em padrões de beleza. Nada é mais sexy que uma mulher inteligente -, disse.
 
Sobre a fidelidade nos relacionamentos, Reynaldo é categórico ao revelar que já traiu.
 
– Já traí, mas isso foi coisa de adolescência. Minha natureza é fiel, honestamente -, afirmou.
 
Ele acredita mais em fidelidade e menos na longevidade dos casamentos.
 
– Encontrar uma pessoa com quem você quer dividir tudo é uma delícia. Mas a gente é mutante e nosso caminho também muda o tempo todo. Fica pouco natural uma relação para a vida toda. Além disso, o casamento é meio inimigo do sexo -, disse.
 
Para manter a tão cobiçada forma, Reynaldo malha em academia, nada e anda na praia.
 
– Senão vou ficar igual ao meu pai, que era jogador de basquete, e hoje, aos 64 anos, está supergordo. É preocupante -, explicou.
 
Gula. Giane revela que diz que, apesar de conhecer muitos pecados capitais, este é o que ronda de perto a sua vida. Ele lembra que foi preciso driblar a herança católica da mãe mineira para confessar que há muito tempo diversifica a espiritualidade: usa branco às sextas-feiras, acende velas para o anjo da guarda e não carrega culpas.

– Pecar é bom -, confessou o ator de 34 anos.