Paysandu tenta quebrar tabu em Belém

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Publicado quarta-feira, 14 de maio de 2003 as 22:58, por: cdb

O Paysandu tenta nesta quinta-feira fazer o que Palmeiras e Vasco não fizeram em 2000 e 2001. Eliminar o Boca Juniors da Copa Libertadores da América. As duas equipes se enfrentam no Mangueirão, em Belém, às 21h40.

No jogo de ida, disputado no La Bombonera, em Buenos Aires, o time brasileiro surpreendeu e venceu a partida por 1 a 0, gol de Iarley. Com isso, o Paysandu pode até empatar para conseguir sua classificação à próxima fase.

O histórico do Boca, porém, é motivo de preocupação para a equipe brasileira. Em 2000 e 2001, quando conquistou o título, o time argentino passou por Palmeiras, nas duas oportunidades, e pelo Vasco, em uma delas, antes de ser campeão.

Em 2000, o Boca empatou em casa com o Palmeiras por 2 a 2. Precisando de uma vitória simples, o alviverde não passou de um 0 a 0 e foi eliminado nos pênaltis no Parque Antarctica. A história voltou a se repetir no ano seguinte.

Antes, porém, o Boca enfrentou o Vasco nas quartas-de-final. O time argentino não teve dificuldades e venceu no Rio por 1 a 0 e depois em casa por 3 a 0. Nas semifinais, o adversário foi novamente o Palmeiras. Mais dois empates por 2 a 2, primeiro em Buenos Aires. Nos pênaltis, em São Paulo, o Boca eliminou o Palmeiras.

Apenas o Olimpia (PAR) parou a seqüência do Boca. Em 2002, o time paraguaio conseguiu um empate por 1 a 1 fora de casa e venceu em Assunção por 1 a 0. O Olimpia ainda bateria Grêmio e São Caetano até conquistar o título.

De olho neste retrospecto, o técnico Dario Pereyra quer seu time concentrado na partida. Principalmente por três desfalques certos. O atacante Róbson e o meia Vanderson foram expulsos no jogo de ida e ficam fora. O mesmo acontecendo com o lateral-direito Rodrigo.

Além do retrospecto do Boca, alguns exemplos da atual edição da Libertadores também deixam os jogadores do Paysandu mais concentrados na partida. O meia Lecheva cita duas partidas para avisar que o time brasileiro está longe ainda da classificação.

“O jogo do Santos nos serve de alerta. Mas não só o jogo do Santos. O Cerro (PAR) contra o Independiente (COL) é outro exemplo. O Independiente já tinha vencido fora de casa, mas houve o contrário na volta e a decisão foi para os pênaltis”, disse, referindo-se às classificações de Santos e Independiente nos pênaltis.

O meia garante que o Paysandu jogará como na primeira partida, apesar da vantagem. “Se não entrarmos com o mesmo empenho do primeiro jogo, a vantagem não vai nos servir de nada”, afirmou. “Esta é a última cartada deles e eles vão catimbar mais ainda. Mas vamos pensar em jogar só futebol”, completou.

Atraso
O time do Boca Juniors chegou com atraso a Belém. O desembarque da delegação argentina estava previsto para o início da tarde, mas o vôo da equipe precisou fazer várias escalas devido ao mal tempo no sul do Brasil. Com isso, o Boca chegou quase às 18h.

Clemente Rodrígues, expulso no primeiro jogo, e Hugo Ibarra, contundido, nem viajaram para o Brasil. Com os problemas e a necessidade de vencer fora de casa, o técnico Carlos Bianchi muda sua equipe, que irá atuar praticamente num 3-4-3. O jovem Teves ganha uma posição no ataque do time.

O treinador nega que seu time tenha sido surpreendido no primeiro jogo e garante que o Boca será diferente no Mangueirão. “O Paysandu não surpreendeu o Boca, mas nosso time estava numa má noite”, afirmou, em entrevista à Rádio Clube, do Pará.

Bianchi quer aproveitar a boa fase de sua equipe no Torneio Clausura, na Argentina. O Boca lidera a competição com 28 pontos, ao lado do Vélez Sarsfield. “O Boca está bem e readquirindo sua confiança. Pretende conseguir sua classificação num jogo de 180 minutos.”

PAYSANDU X BOCA JUNIORS

Data: 15/05/2003
Horário: 21h40
Local: estádio Mangueirão, em Belém
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Martín Vazquez (URU) e Fernando Cresci (URU)

Paysandu
Ronaldo; Wellington, Gino, Jorguinho e Luís Fernando; Sandro, Bruno, Lecheva e Vélber; Iarley e Vandick
Técnico: Dario Perey