Paysandu é eliminado da Libertadores

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Publicado sexta-feira, 16 de maio de 2003 as 00:33, por: cdb

Foi bom enquanto durou. O Paysandu encerrou a sua primeira participação na Copa Libertadores da América com uma derrota por 4 a 2 para os experientes argentinos do Boca Juniors, em pleno estádio Mangueirão.

A eliminação nas oitavas-de-final do torneio sul-americano encerrou a grande participação do time paraense. Um dos feitos do Paysandu na competição foi vencer o Boca, no temido estádio de La Bombonera, por 1 a 0, com apenas nove atletas em campo.

Além disso, o primeiro representante da Região Norte na história da Libertadores foi o responsável pela melhor campanha entre todas as equipes na primeira fase e ainda conseguiu uma goleada histórica contra o Cerro Porteño, em pleno estádio Defensores Del Chaco, por 6 a 2.

O Paysandu foi o segundo clube brasileiro ser a eliminado da competição. Ontem, o Corinthians perdeu pela segunda vez para o River Plate e também disse adeus. Os outros brasileiros se classificaram para as quartas-de-final: o Santos, que eliminou o Nacional, do Uruguai, e o Grêmio, que bateu os paraguaios do Olímpia.

O grande responsável pela classificação do Boca Júniors foi o experiente atacante Schelotto, que marcou três gols, deu uma assistência e infernizou a zaga paraense durante toda a a partida.

Na próxima fase, os hermanos enfrentam os chilenos do Cobreloa, que eliminaram o Pumas (México). A primeira partida será disputada no próximo dia 21, em Calama. A partida de volta acontece sete dias depois, em Buenos Aires.

O treinador bicolor, Darío Pereyra, não pôde contar com três dos seus principais titulares: o volante Vanderson e o atacante Róbson foram expulsos no jogo de Buenos Aires, enquanto o lateral Rodrigo se contundiu.

O Boca também veio para o Brasil com alguns desfalques: o treinador Carlos Bianchi não pôde contar com o zagueiro Clemente Rodríguez, expulso no primeiro jogo, e o lateral Hugo Ibarra, contundido.

O jogo
O Paysandu aproveitou o apoio da torcida que superlotou o estádio do Mangueirão e criou o primeiro lance de perigo aos 4min, quando o atacante Iarley arriscou um chute e obrigou o goleiro Abbondanzieri a fazer a primeira defesa.

Mas o experiente time argentino esperou o primeiro vacilo adversário e abriu o placar aos 15min, quando Schelotto aproveitou um cruzamento da direita e chutou duas vezes para balançar a rede.

O gol prematuramente sofrido deixou o Paysandu atordoado por boa parte do primeiro tempo. O Boca, com o objetivo inicial de sair na frente alcançado, preferiu valorizar a posse de bola e abusar da famosa catimba Argentina.

O time brasileiro só conseguiu finalizar novamente aos 33min, quando o rápido Iarley arriscou um chute de fora da área e o goleiro Abbondanzieri espalmou foi obrigado a ceder o escanteio.
O Paysandu voltou do intervalo muito mais aceso e obrigou o goleiro argentino a fazer duas importantes defesas logo no primeiro minuto, em chutes de Lecheva e Sandro.

A nova mentalidade do time da casa incendiou a torcida, que passou a empurrar a equipe. Até que, aos 8min, saiu o gol de empate: Iarley deu grande passe para Vélber, que rolou para Lecheva acertar uma bomba indefensável.

Mas a alegria da torcida bicolor durou apenas quatro minutos, já que o atacante argentino Schelotto ganhou uma dividida no meio e cruzou rasteiro para Delgado, sozinho, bater na saída do goleiro e marcar o segundo gol do Boca Juniors.

Satisfeito com o resultado, o treinador Carlos Bianchi resolveu reforçar a marcação e colocou Pinto no lugar do experiente Cagna, que já estava cansado.

Para piorar ainda mais a situação para o único representante da Região Norte na história da Libertadores, Gino derrubou Delgado na área e o árbitro Jorge Larrionda assinalou o pênalti, que Schelotto converteu.

Dois minutos depois, Schelotto, o homem do jogo, foi derrubado dentro da área por Wellington, que foi expulso. Ele mesmo cobrou e marcou seu terceiro tento na partida, dando números finais ao jogo.

No final, o capitão do Paysandu, Sandro, perdeu a ca