Parmalat: BNDES afirma que tem garantias para a dívida

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 30 de dezembro de 2003 as 17:04, por: cdb

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que está “confortável” quanto à dívida que a Parmalat tem com a instituição, de R$ 25,9 milhões, cuja primeira parcela vencerá a partir do fim do primeiro trimestre de 2004, apesar da crise financeira que se abateu sobre a matriz da multinacional italiana.

Segundo o BNDES, o financiamento está garantido por uma carta de fiança de um banco de primeira linha. O financiamento foi liberado no último mês de setembro e representa cerca de 23% do total de um projeto de racionalização industrial que a subsidiária brasileira da multinacional apresentou no fim de 2002. O projeto, orçado à época em R$ 111,3 milhões, englobou relocalização industrial, aumento da produção, novos produtos, tratamento de efluentes, racionalização produtiva, logística e administrativa, nas unidades nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte, Ceará, Rondônia, Pernambuco, Goiás e Rio de Janeiro.

A Parmalat pediu concordata na Itália e enfrenta um momento econômico delicado. No Brasil, a empresa divulgou nota tentando demonstrar que a concordata na Itália não afeta as operações fora do país-sede.

Diretor demite-se

A Parmalat acaba de divulgar nota comunicado que o diretor de relações com investidores da empresa, Paulo Carvalho Engler Pinto Júnior, renunciou ao cargo. O pedido, apresentado em caráter “irrevogável e irretratável”, foi aceito pelo con selho de administração da companhia brasileira em reunião realizada dia 19 deste mês. No lugar de Júnior, foi eleita Andrea Ventura para a diretoria de relações com investidores, pelo prazo restante de mandato dos demais diretores da empresa.