Parlamentares do DF querem informações sobre grampolândia

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Publicado terça-feira, 17 de abril de 2012 as 17:06, por: cdb

Leonardo Prado/Câmara

Para Luiz Pitiman, atitude do GDF de acessar dados sigilosos de adversários é “inadmissível”

A bancada do Distrito Federal no Congresso vai pedir informações ao Ministério da Justiça, ao Ministério Público e à Procuradoria Geral da República (PGR) sobre as ações da Casa Militar do governo de Agnelo Queiroz, que acessou dados sigilosos de políticos e jornalistas. A informação, divulgada pela edição desta semana da revista Veja, foi confirmada em parte pelo próprio Governo do Distrito Federal, e motivo de reunião da bancada do DF hoje (17). Os deputados e senadores cogitaram a hipótese de fazer uma nota conjunta criticando a atitude do governo de Agnelo, mas não chegaram a um consenso sobre isso.

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Em um desdobramento da Operação Monte Carlo, de acordo com a revista Veja desta semana, o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), teria decidido investigar acusadores, adversários políticos e até aliados. Entre as pessoas que supostamente tiveram os dados acessados estão o vice-governador do DF, Tadeu Filippelli (PMDB), o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), o jornalista Edson Sombra e o promotor de Justiça Wilton Queiroz de Lima.

“Essa questão dos grampos realmente merece uma investigação”, afirmou o deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF). Ele fez parte do governo Agnelo até julho do ano passado, quando deixou a Secretaria de Obras para voltar à Câmara. Para ele, o acesso de informações ocorreu para ameaçar adversários. “Isso é inadmissível em uma democracia”, disparou. Membro do mesmo partido do vice-governador, ele lembra que e-mails, telefones e informações da Rede Infoseg foram acessados.

Os requerimentos foram assinados pelos 11 parlamentares e devem ser encaminhados aos órgãos a partir de amanhã. Os deputados e senadores pedem informações e questionam se há alguma investigação em curso sobre o acesso de dados. “O resultado foi frustrante, é muito importante que o governo do DF apure esses fatos”, disse o deputado Izalci (PR-DF), que passou para a oposição de Agnelo no ano passado após uma briga por cargos.

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