Parlamentares aliados de Arruda pedem acesso a processos no STJ

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Publicado quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 as 12:15, por: cdb

Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Codeplan, que investiga denúncias de corrupção no governo do Distrito Federal, reuniram-se nesta quarta-feira com o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco César Asfor Rocha. Os parlamentares entregaram requerimento aprovado por todos os membros da CPI solicitando cópia do inquérito que tramita no STJ, inclusive do trecho que é mantido sob segredo de Justiça.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pode se manifestar nas próximas horas sobre o expediente encaminhado na véspera pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Nacional solicitando medidas judiciais visando ao imediato afastamento do governador do DF, José Roberto Arruda, ou sua prisão preventiva.

Corrupção

Nesta manhã, em conversa com jornalistas, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante conclamou a sociedade a se unir no combate ao que considera a “chaga” da corrupção.

– A corrupção está, lamentavelmente, entranhada na vida pública brasileira. Precisamos combater isso porque a corrupção é muito forte, é algo que destrói a confiança e faz as pessoas desacreditarem nas instituições. Ou o Brasil acaba com a corrupção ou a corrupção acaba com o país – disse ele.

Cavalcante acredita que não existe mais ambiente para a permanência de Arruda no cargo.

– Sua permanência no cargo poderá ensejar dano efetivo à instrução processual – afirmou.

O advogado afirmou que a OAB apenas está cumprindo o seu papel histórico de defesa da Constituição e de zelar pela moralidade pública.

Em defesa do governador do Distrito Federal, seus advogados reagiram às ações pela perda do mandato, o afastamento do cargo ou a prisão preventiva de Arruda. Segundo o titular da defesa, Nélio Machado, as ações são improcedentes. Machado subiu o tom do discurso contra a OAB. Para ele, a ação da entidade é oportunista, covarde e foi motivada por representantes da entidade que estão atrás de minutos de fama.

– A OAB lamentavelmente está no descaminho de sua postura habitual. Essa foi uma medida precipitada, motivada por pessoas que estão buscando se tornar uma celebridade. O Ophir (Cavalcante, presidente da OAB) está com um mandato de uma semana e quer espaço com esse assunto que está com destaque nacional – concluiu.