Para sub-secretário de Defesa americano, transição no Iraque levaria seis meses

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Publicado domingo, 6 de abril de 2003 as 15:41, por: cdb

O subsecretário da Defesa dos Estados Unidos, Paul Wolfowitz, declarou neste domingo que, após uma vitória no Iraque, a coalizão anglo-americana levaria seis meses para entregar o controle do país aos iraquianos.

“Nós não estamos lá para governar o país”, afirmou Wolfowitz, em uma entrevista à rede de televisão norte-americana Fox News. “Nós estamos lá para entregar o país aos iraquianos, e essa autoridade provisória é uma ponte nesse processo. Nosso objetivo é transferir a autoridade para o povo iraquiano”.

Wolfowitz admitiu que o presidente iraquiano, Saddam Hussein, ainda controla grandes áreas de Bagdá.

“Mas ele está de saída. Não há dúvida disso”, afirmou. “É uma vergonha que esse regime brutal continue a mandar jovens morrer por uma causa perdida, uma causa impossível. Mas o fim desse regime está próximo”.

Wolfowitz disse que não havia indicações de que a Síria tivesse respondido às exigências do Governo Bush de fechar sua fronteira com o Iraque e suspender o envio de armas ao país.

A Síria nega qualquer envolvimento em tranferência de armas para o Iraque.

O subsecretário esquivou-se ao ser perguntado se também estava interessado em depor a liderança síria, respondendo que o atual objetivo de seu governo é “eliminar o regime de Bagdá”.

Wolfowitz argumentou que um Iraque pós-Saddam daria aos iraquianos a oportunidade de “mostrar ao mundo do que os árabes são capazes”.

As forças da coalizão ainda não encontraram armas de destruição no Iraque, mas Wolfowitz suspeita que os iraquianos que sabem de tais programas estão sendo intimidados pelo regime de Saddam Hussein.

“A chave para encontrar essas armas é colocar as pessoas com conhecimento delas em circunstâncias nas quais não estejam amedrontadas e intimidadas, a fim de que nos passem tais informações. Ainda não chegamos a esse ponto”, observou. “A maioria dessas pessoas está provavelmente em lugares onde estão sendo intimidadas e aterrorizadas”.